- Publicidade -
O segundo Festival Literário Internacional da Paraíba – Fliparaíba, que decorre entre 27 e 29 de novembro de 2025 no Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa, divulgou a programação integral das suas atividades, marcada por debates, oficinas, apresentações artísticas e concertos.
O evento centra-se no tema Nossa Língua, Nossa Gente: ancestralidade, identidade e o futuro da democracia, reunindo escritores, artistas, comunidades tradicionais e representantes da lusofonia, com destaque para vozes da Paraíba, de vários estados do Brasil e de países de língua portuguesa. A programação completa confirma a ampliação do festival, que se afirma como um espaço de circulação de ideias e de encontro entre diferentes territórios culturais.
A abertura, no dia 27, será feita na Praça São Francisco, com a feira de livros e lançamentos literários, seguida de apresentações do Coco Quilombola do Coletivo Cultural Caiana dos Crioulos e do Toré Indígena do grupo Tabajara, marcando a presença das tradições afro-quilombolas e indígenas na identidade do festival. O claustro abrigará o Sarau Cigano do Grupo Dirachin Calin e a vernissage da exposição Versos Parahybridos, que permanece em cartaz ao longo dos três dias. À noite, a cerimônia oficial de abertura dará lugar a um concerto da Orquestra Sanfônica Balaio Nordeste, que encerra a programação inaugural .
No dia 28, a agenda se desenvolve em diversos espaços. As oficinas de cordel e xilogravura orientadas por Anne Karolynne e Josafá de Orós reforçam o compromisso com as tradições gráficas e poéticas do Nordeste. O Espaço de Debates recebe mesas que abordam a linguagem como território de cidadania, as vozes ancestrais, o papel das mulheres na construção de mundos literários, a oralidade como força estética e a relação entre jornalismo, cultura e democracia. Entre os participantes estão nomes de referência como Silviano Santiago, Inês Pedrosa, Odete Semedo, Bráulio Tavares, Itamar Vieira Júnior, José Manuel Diogo e Jorge Panzera, entre outros.
A programação musical estende-se ao período noturno, com o Toré dos Anciãos no palco principal e um espetáculo de Maria Gadú acompanhada pela Camerata Parahyba, além da atuação de Lukete no pavilhão literário.
O último dia, 29 de novembro, mantém a feira de livros e a exposição, ao mesmo tempo que multiplica espaços de formação, programação infantil e debates. O Espaço Curumim apresenta atividades dedicadas ao público jovem, com toré indígena, contação de histórias com Marcilânia Alcântara e Eva Potiguara, e teatro de bonecos pela Cia Boca de Cena. No Espaço de Debates, as mesas percorrem temas como territórios literários em trânsito, o corpo político da língua, a literatura em travessia e a poética da insurgência quotidiana, reunindo autores como Germano Almeida, Afonso Cruz, Alberto Santos, Edney Silvestre, MC Marechal e Filosofino. A programação encerra com uma nova edição da Batalha do Conhecimento e concertos com as apresentações dos Caciques Potiguaras e Tabajaras, de Joyce Alane e de Mariana Aydar no palco principal.
O festival assume, segundo os seus organizadores, uma abordagem integrada que combina literatura, oralidade, música, tradição, memória e atualidade, projetando a Paraíba no mapa dos grandes encontros literários do país e consolidando João Pessoa como território de diálogo sobre língua, identidade e democracia.
A diversidade das mesas, a força das manifestações culturais indígenas, quilombolas e ciganas, e a presença de autores da lusofonia reforçam o propósito da Fliparaíba de construir pontes e ampliar o alcance das vozes que moldam o presente e o futuro da cultura. ■
- Publicidade -





