Com os costumes e tradição de Portugal no cerne da questão, no Brasil, a presença portuguesa sempre foi, e é, querida por todos aqueles que gostam da sua cozinha e do país irmão, e quando ouvem o sotaque, o sorriso é automático.
A confecção do Bacalhau em casa, das mais diversas formas e receitas, tem sido uma constante em casa com amigos próximos, e o que beber, sempre foi uma questão que adicionava uma história para desmistificar a questão técnica do que se estava a beber.
Neste clima, não diferenciou muito a estrutura do que se propunha, os verdes, Rosés ou brancos, com rótulos acessíveis nas prateleiras, mas o que mudou foi a temperatura.
Uma experiência diferente, quando em Portugal adicionamos uma “Alicante Bouchet” com os tintos alentejanos, ou um Dão para os molhos mais estruturados do “nobre amigo” o Bacalhau.
Num clima como o do Brasil, no Sul, torna se uma pequena aventura propor as experiências dos taninos no calor, mas tem sido interessante a explicação e de como se propõe essa tendência.
Sem ser forçada, a experiência torna se agradável no palato, quando exposta as “tonalidades” que se apresentam no palato de quem convidamos para essa “novidade” no calor, e podemos resumir a questão pela aparente receptividade e influência daqueles que nos acompanham e conhecem também um pouco de Portugal no prato e na taça.
O calor do Sul do Brasil, num “assemblage” de calor humano da época festiva e de amizade entre a ponte que sempre criei “à mesa e na taça”, tem sido essa contradição agradável que comentei no início, e proponho uma vez mais, a que se abram a experiências novas, mesmo intercontinentais, mas de uma grande proximidade, á mesa e atemporal.
Decantem-se! ■
João Carlos Farrapa
Petit Sommelier, empresário, apresentador do programa “Uvas e Personalidades”
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