
Com o objetivo de assinalar o 30.º aniversário do falecimento de Henri Laborit, a sessão abordará a sua contribuição como investigador e pensador inovador, apresentando temas que vão desde a farmacologia experimental à organização social, passando pelo antipsicótico clorpromazina e a ética na utilização de medicamentos.
O evento terá lugar no dia 22 de janeiro de 2026, às 18h, com transmissão via Zoom e retransmissão online através da plataforma da RANME, garantindo o acesso de interessados de todo o mundo.
Organizado pela Real Academia Nacional de Medicina de Espanha, em colaboração com a Universidade da Beira Interior (UBI), o encontro contará ainda com o apoio da Faculdade de Ciências da Saúde, da Mutualista do Covilhã e do patrocínio da Franme.
O encontro tem como objetivo reforçar o compromisso das instituições organizadoras em preservar e divulgar a memória de Laborit, garantindo que as suas contribuições continuem a inspirar profissionais e estudantes na área da saúde e das ciências sociais.
A introdução do programa recorda Henri Laborit como uma figura carismática e inovadora, reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho em farmacologia, ética médica, psiquiatria e estudos sobre comportamento humano.
Durante a sessão, será também apresentada a relevância do seu legado na investigação científica contemporânea e na promoção do pensamento interdisciplinar.
Outros temas em destaque serão a modulação do estado de consciência, a utilização de medicamentos antipsicóticos e a visão de Laborit sobre cinema, ilustração e organização social.
A sessão científica incluirá ainda intervenções de diversos especialistas, tais como do professor de Patologia Geral da UBI José Luis Arraiz Gil, que abordará “Conociendo a Laborit: Aspectos biográficos y líneas de investigación”.
O também presidente e fundador da Academia Portuguesa de Fibromialgia é ainda responsável pela Unidade de Fibromialgia e Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica na Covilhã, alertando que “o frio e a humidade intensificam a rigidez muscular e o desconforto físico, afetando diretamente o bem-estar psicológico dos pacientes”.
“Na região Centro de Portugal, onde os invernos são longos e húmidos, é essencial ajustar o acompanhamento clínico e assegurar uma resposta integrada”, concluiu. ■



