
No passado dia 13 de janeiro, teve lugar na Maison du Portugal – André de Gouveia, na Cité Universitaire de Paris, a abertura da exposição de pintura “Rostos da Democracia”, da artista plástica Mafalda Rocha.
O evento, organizado e apresentado pelo projeto LITERANTO, integrou uma mesa redonda e diversos momentos artísticos, num ambiente marcado pela promoção da língua e cultura portuguesas em contexto internacional.
A exposição “Rostos da Democracia” foi inaugurada perante uma audiência numerosa e multicultural, decorrendo em língua portuguesa com tradução simultânea para francês.
A iniciativa teve como objetivo valorizar a história, a memória e os ideais democráticos através da arte, assumindo especial relevância num período em que Portugal se prepara para eleições presidenciais.
Como refere a autora da exposição, “aquilo que para uns são memória, para os jovens de hoje são história”.
A mesa redonda, subordinada ao tema “Rostos da Democracia: ontem, hoje e amanhã”, contou com a participação da artista Mafalda Rocha, da escritora Rosabela Afonso e do jornalista Carlos Pereira, enquanto a moderação e tradução estiveram a cargo de Sara Novais Nogueira, autora e organizadora do projeto LITERANTO, cuja missão passa pela promoção da língua e cultura portuguesas através das artes em França.
Durante o debate, Carlos Pereira partilhou a sua visão sobre os desafios atuais do jornalismo e alertou para fragilidades que ameaçam a democracia, enquanto Rosabela Afonso destacou o papel de mulheres marcantes da história portuguesa, cujos rostos foram retratados na exposição, sublinhando a sua relevância no passado e na atualidade.
Já Mafalda Rocha explicou o processo criativo e simbólico por detrás das obras apresentadas.
A vernissage foi enriquecida por diversos momentos artísticos que emocionaram o público. Pierre Fabre inaugurou o evento com a interpretação, em francês, do poema “As portas que Abril abriu” de Ary dos Santos.
Seguiu-se a declamação de “Pedra Filosofal” de António Gedeão por Sara Novais Nogueira, um vídeo da jovem poeta Sarah Luz com “Revolução” de Sophia de Mello Breyner Andresen, a leitura de um poema de Mário Soares por Rosabela Afonso, e a participação da estudante Océane Fitas com “Trovas do vento que passa” de Manuel Alegre.
O encerramento deu-se com uma interpretação intensa da canção “Medo” de Amália Rodrigues por Tereza Carvalho, acompanhada por Adriano Dias na viola de fado e Manuel Miranda na guitarra portuguesa.
O público teve ainda oportunidade de adquirir livros de Rosabela Afonso, autografados pela autora.
A exposição “Rostos da Democracia” permanecerá patente na Casa de Portugal – André de Gouveia até 12 de fevereiro de 2026. Os horários de visita podem ser consultados na plataforma Citescope (https://www.citescope.fr/evenement/visages-de-la-democratie/). ■




