Castelo Branco: 4.ª Gala Beneficente da “Mais Lusofonia” reuniu diplomacia, autarquias e sociedade civil em Castelo Branco

Evento realizado dia 10 de janeiro consolidou a língua portuguesa como eixo de cooperação, cultura e ação social no espaço lusófono; membros, voluntários e entidades reconheceram trabalho da Associação no campo social e da ajuda humanitária

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Foto: Luz & Cor studio
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A quarta Gala Beneficente da Associação Mais Lusofonia, realizada no passado dia 10, na Quinta das Olelas, em Castelo Branco, ficou marcada por momentos de convergência institucional, cultural e social no espaço da lusofonia. A iniciativa reuniu representantes diplomáticos, autarcas portugueses e africanos, dirigentes associativos, responsáveis do setor educativo, parceiros institucionais, voluntários e membros da sociedade civil, num contexto marcado pela valorização da língua portuguesa, pela cooperação entre territórios e pelo compromisso com a ação social e humanitária.

Na abertura da gala, Sofia Lourenço, presidente da entidade, dirigiu palavras de reconhecimento à equipa e às pessoas que, ao longo dos anos, têm sustentado o trabalho da associação no território e no espaço lusófono, além dos voluntários. Foram igualmente reconhecidos os esforços e o trabalho de Claúdia Pereira e Graça Silva, pela presença constante nas ações e missões da Mais Lusofonia, bem como João Morgado, Ana Lopes e Maria Fernandes, pela participação e testemunho nas missões humanitárias realizadas em Cabo Verde em 2023 e 2024.

Após a intervenção de Sofia Lourenço, tomou a palavra Leopoldo Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, que felicitou a presidente da Mais Lusofonia pelo percurso da associação. No seu discurso, saudou os representantes diplomáticos e institucionais presentes, bem como os autarcas convidados, destacando a importância da cooperação entre territórios e instituições.

O autarca albicastrense sublinhou que acompanha o percurso de Sofia Lourenço há vários anos, destacando o dinamismo, a sensibilidade, a capacidade de mobilização e de concretização que, segundo referiu, caracterizam a sua intervenção cívica. Defendeu uma visão de comunidade construída com todos, com quem nasce no território, com quem o escolhe para viver, com quem o visita e com o contributo das diferentes instituições, sublinhando o papel central do associativismo na coesão territorial, na solidariedade, na dinamização cultural e no desenvolvimento económico. Destacou ainda o trabalho desenvolvido pela Mais Lusofonia em Cabo Verde, nomeadamente através das missões humanitárias e do envio regular de bens de apoio, sublinhando a colaboração institucional do município com a associação e defendendo a língua portuguesa como elemento central de comunicação, aproximação e criação de laços. O presidente da Câmara Municipal encerrou a intervenção com uma mensagem de incentivo à continuidade do trabalho desenvolvido pela Mais Lusofonia, quer no plano local, quer na cooperação internacional, e recordou que reconhece o trabalho feito, razão pela qual disponibilizou um espaço municipal para auxiliar nas atividades de stock de bens e local de trabalho de triagem por parte dos membros e dos voluntários.

Ígor Lopes, vice-presidente de honra da Associação, enquadrou a quarta gala como um momento de celebração do percurso de uma entidade com intervenção estruturada na área social e de ajuda humanitária em países lusófonos, sublinhando que a entidade desenvolve uma ação consistente com forte presença em África, nomeadamente em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique, bem como no Brasil, em Portugal continental e nos Açores, através de projetos orientados para o apoio comunitário, a inclusão social e a cooperação solidária.

Este responsável realçou que a ação da Mais Lusofonia assenta numa rede ativa de membros da direção e voluntários, considerados elementos centrais do modelo operacional da associação, garantindo proximidade no terreno, compromisso cívico e continuidade das iniciativas nacionais e internacionais. Na mesma intervenção, foi referido que este trabalho em rede tem merecido reconhecimento internacional, consolidando a Mais Lusofonia como referência no espaço lusófono pela consistência das ações, pela transparência dos processos e pela capacidade de articulação transnacional. Ígor Lopes sublinhou ainda que, em paralelo, a associação projeta o nome de Castelo Branco no plano internacional, afirmando a região como plataforma de cooperação e solidariedade global. Segundo referiu, o local ganha escala, o território ganha voz e a lusofonia transforma-se em ação concreta, defendendo que apenas através de trabalho conjunto e em rede é possível mudar realidades.

Por sua vez, Cristina Granada, presidente da mesa da Assembleia Geral da Mais Lusofonia, falou sobre a relevância da Mais Lusofonia no contexto atual, como foco na valorização do território como eixo estratégico de desenvolvimento, através da mobilização da sociedade civil, do setor empresarial, de agentes culturais e sociais e de profissionais de diferentes áreas, num ecossistema colaborativo que reforça impacto, sustentabilidade e credibilidade institucional.

Foto: Luz & Cor studio

Entre as presenças estiveram Maria de Jesus Ferreira, embaixadora da República de Angola em Portugal; Vicência Ferreira Morais de Brito, cônsul-geral da República de Angola em Portugal; Felino Carvalho, embaixador jubilado da República de Cabo Verde em Portugal; Elisângela Carvalho, conselheira da Embaixada da República de Cabo Verde em Portugal; Jonathan Vieira, representante do Departamento de Doentes Evacuados da Embaixada de Cabo Verde em Portugal; Sónia Mexia, vice-presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco; Christelle Domingos, vereadora da Câmara Municipal de Castelo Branco; Armindo Luz, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, na ilha de Santo Antão, em Cabo Verde; José Pires, presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco; Fátima Marques, representante da Junta de Freguesia de Cebolais de Cima e Retaxo e membro da Mais Lusofonia; Fátima Santos; presidente da Cáritas Interparoquial de Castelo Branco; Carlos Almeida, diretor do Agrupamento de Escolas Amato Lusitano; Mónia Ventura, diretora da Escola Profissional do Conservatório de Castelo Branco; António Paramés, vice-presidente da Associação Romã Azul, acompanhado por membros da Direção; Margareth Neves, presidente da Associação dos Angolanos de Castelo Branco; Cristina Granada, presidente da Direção da Casa da Infância e Juventude, acompanhada por membros da Direção; Ana Belo, diretora do RAS Reciclagem, Artes e Solidariedade de Castelo Branco; Idalina Oliveira, representante do Agrupamento de Escolas José Sanches de Alcains.

Também presentes, José Perquilhas, presidente da Associação Cultural e Recreativa da Carapalha e embaixador Mais Lusofonia; João Morgado, presidente da Casa do Brasil e Terras de Cabral; Clara Marques, presidente da Assembleia Municipal da Praia, na ilha de Santiago, em Cabo Verde; e Francisco Tavares, ex-autarca na ilha Brava, em Cabo Verde; utilizaram da palavra para apoiar e reconhecer o trabalho da Associação.

Durante a gala foram igualmente partilhadas mensagens institucionais enviadas por responsáveis que não puderam estar presentes fisicamente. Entre elas, uma mensagem de Higor Esteves, diretor da Start CPLP e vice-presidente da Comissão Executiva da CE-CPLP, que destacou a língua portuguesa como ativo estratégico comum e sublinhou a importância de investir na juventude da CPLP como garante da continuidade do projeto lusófono. Foi também partilhada uma mensagem oficial enviada pelo embaixador da Guiné Equatorial em Portugal e junto da CPLP, Tito Mba Ada, que expressou reconhecimento pelo convite e pelo trabalho desenvolvido pela Associação Mais Lusofonia na promoção da integração, do intercâmbio cultural e da solidariedade entre as comunidades de língua portuguesa.

O programa da gala integrou atuação musical do grupo “D’Alma”, liderado por Rui Marques.

“A quarta Gala Beneficente da Mais Lusofonia consolidou-se como um espaço de convergência entre cultura, diplomacia, poder local e sociedade civil, reforçando a ligação entre território, diáspora e ação solidária no espaço da lusofonia. O nosso trabalho continua, sempre, com um olhar voltado para quem mais precisa, afinal, não viemos ao mundo para fazer sombra. Depois das informações, da emoção desta noite e do balanço, seguimos para um novo ano de muito trabalho, desafios e voluntariado”, finalizou Sofia Lourenço.

Recorde-se que a Associação Mais Lusofonia foi formalmente constituída em 2021, apesar de desenvolver ações há vários anos. Hoje tem sede em Castelo Branco, que representa um ponto de partida para uma intervenção com alcance nacional e internacional, no campo social e da ajuda humanitária.  ■

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