Livro de crônicas e contos “Eu sou do Samba” é lançado no Rio de Janeiro

Obra em homenagem ao pesquisador Luís Fernando Vieira traz o cotidiano e histórias de personagens anônimos que viveram o Carnaval Carioca

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Capa do livro “Eu Sou do Samba”, com apresentação de Ivan Proença, é um memorial de quem viveu o carnaval nas Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Foto: divulgação/Autografia
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A obra “Eu Sou do Samba”, de José Leonídio Pereira, que reúne contos e crônicas dedicados ao pesquisador e escritor Luís Fernando Vieira, é um memorial de personagens anônimos que viveram o samba desde a inauguração da Marquês de Sapucaí, em 1984.

Centrado em narrativas curtas da vivência de mestres-salas, porta-bandeiras, ritmistas, compositores, passistas e carnavalescos nas Escolas de Samba, “Eu Sou do Samba”, lançado pela Autografia, é apresentado pelos editores como um “testemunho vivo da força do samba no Rio de Janeiro e no Brasil”.

O escritor e ensaísta Ivan Proença definiu a obra de 134 páginas como um resgate da memória do samba, reconhecida em 2007 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. “As narrativas revelam que, por mais que se transfigure o carnaval em nome do progresso, sempre haverá o improviso criativo, o compositor fiel ao seu ofício, a velha guarda benditamente ranzinza e o sambista do pé”.

“Muito se aprende aqui sobre as estruturas e o cotidiano de uma Escola de Samba. Há didatismo, há africanismos, há fraternidade. Porque se discutirmos identidade cultural brasileira, inevitavelmente estaremos falando de samba. Afinal, nós somos o samba”, completou Proença sobre o livro.

A respeito da homenagem do autor ao amigo Luís Fernando Vieira, Proença definiu na apresentação da obra: “Nosso companheiro Luís conhecia como poucos os meandros das Escolas de Samba. ‘Eu sou do Samba’ é uma merecida homenagem ao inesquecível irmão em brasilidade”.

As lembranças do cotidiano do samba registradas na obra por Leonídio Pereira também trazem o encontro no Jongo da Serrinha e do Quilombo de São José. Os personagens representam suas origens em alguns bairros cariocas do subúrbio, entre eles Madureira, Serrinha, Cavalcanti, Padre Miguel, Tijuca e Mangueira.

Na contracapa do livro, diz Pereira, carioca com oito livros lançados, que, além de escritor, é letrista e médico: “O coração é meu surdo ─ Tum-Tá, o som da minha vida. Mas a primeira marcação que ouvi foi o coração da minha mãe vibrando no ritmo do surdo… Sou o surdo rei da minha escola”.  ■

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