
Em comunicado oficial, o executivo do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “lamenta profundamente as perdas humanas e os danos materiais e ambientais” provocados pelas tempestades Kristin e Leonardo em Portugal e Espanha, apresentando condolências às famílias das vítimas e solidariedade às populações afetadas e sublinhando que, até ao momento, não há registo de vítimas brasileiras.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou ainda que os consulados-gerais do país em Lisboa, Porto, Faro, Barcelona e Madrid permanecem em funcionamento para prestar apoio a cidadãos em situação de emergência.
O comunicado destaca também que a crescente frequência e intensidade de eventos climáticos extremos reforçam a urgência de ações conjuntas da comunidade internacional no combate à crise climática.
Em Portugal, as depressões Kristin e Leonardo já causaram, desde a semana passada, a morte de 14 pessoas, além de centenas de feridos e desalojados.
Entre os principais impactos, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, registou-se a destruição parcial ou total de habitações e empresas, quedas de árvores e estruturas, encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, bem como cortes de energia, água e comunicações.
Perante a gravidade da situação, o governo português prolongou o estado de calamidade até 15 de fevereiro em 68 concelhos, que passarão a beneficiar de medidas de apoio estimadas em até 2,5 mil milhões de euros.
Inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, a situação foi sucessivamente alargada em função da evolução do temporal.
Já em Espanha, foi confirmada uma morte na região de Málaga, na Andaluzia, após uma pessoa ter sido arrastada por um curso de água ao tentar salvar um cão.
As autoridades espanholas indicam também que mais de 7.500 pessoas foram retiradas preventivamente das suas casas nos últimos dias, devido a inundações, cortes de vias e risco de transbordo de rios em várias regiões.
Em Portugal continental, 13 distritos encontram-se sob aviso laranja (o segundo mais grave) devido à agitação marítima e queda de neve, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). ■




