Em nota divulgada esta quarta-feira, dia 18, no site da Presidência da República, o novo presidente da República de Portugal, António José Seguro, anunciou que a ilha Terceira, nos Açores, será o palco das comemorações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 2026, mantendo a prática de celebrar o 10 de Junho também na diáspora, desta vez no Luxemburgo.
A escolha da Terceira assume significado especial por homenagear as autonomias regionais, que este ano assinalam 50 anos desde a sua consagração constitucional. Segundo a Presidência da República, celebrar a data nos Açores reforça a importância histórica, política e cultural das regiões autónomas na construção de um Portugal mais coeso, plural e solidário, sublinhando os valores da unidade nacional e da coesão territorial.
O 10 de Junho será também celebrado no Luxemburgo, um país que, de acordo com a Presidência da República, acolhe uma das mais expressivas e dinâmicas comunidades portuguesas na diáspora, reforçando o reconhecimento do contributo dos portugueses residentes no estrangeiro para o desenvolvimento do país e para a afirmação internacional de Portugal.
No dia 12 de junho, António José Seguro participará ainda numa sessão comemorativa na Madeira, assinalando os 50 anos de autonomia e os 40 anos de integração europeia da região.
A prática de celebrar o Dia de Portugal em território nacional e na diáspora foi iniciada em 2016 pelo então presidente Marcelo Rebelo de Sousa, mantendo-se nos anos seguintes:
2016: Lisboa e Paris
2017: Porto e Brasil
2018: Açores e Estados Unidos da América
2019: Portalegre e Cabo Verde
2020: Lisboa (somente, devido à pandemia)
2021: Madeira (somente, devido à pandemia)
2022: Braga e Reino Unido
2023: Peso da Régua e África do Sul
2024: Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera e Coimbra, e Suíça
2025: Lagos, Alemanha e Macau
No discurso de tomada de posse, a 9 de março, na Assembleia da República, António José Seguro já tinha anunciado que pretende manter a tradição do seu antecessor de celebrar o 10 de Junho tanto em Portugal como junto das comunidades portuguesas no estrangeiro.
Referindo-se a Jorge de Sena, o chefe de Estado afirmou que “Portugal é feito dos que partem e dos que ficam”, destacando que Marcelo Rebelo de Sousa compreendeu esse sentimento ao iniciar a prática de realizar as comemorações do Dia de Portugal em território nacional e na diáspora, uma tradição que decide agora prosseguir por partilhar a mesma visão. ■





