Opinião: “Ler para incluir, formar e transformar”, por Lucinda Marques

“A democratização da leitura em língua portuguesa é um compromisso com as novas gerações e com a construção de sociedades mais preparadas”

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Lucinda Marques, diretora-presidente da Editora IMEPH. Foto: Agência Incomparáveis
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Num tempo marcado pela rapidez da informação e pela multiplicação dos meios digitais, garantir que a leitura chegue a pessoas de todas as idades, em diferentes territórios e contextos sociais, tornou-se um dos maiores desafios para quem acredita na educação e na cultura como instrumentos de desenvolvimento.

Promover o acesso ao livro em língua portuguesa significa preservar um patrimônio comum, fortalecer identidades e criar oportunidades para que crianças, jovens e adultos desenvolvam pensamento crítico, criatividade e autonomia.

Os jovens ocupam um lugar central neste compromisso, por isso, incentivar hábitos de leitura desde cedo é contribuir para uma formação mais sólida, capaz de preparar cidadãos para compreender o mundo, interpretar diferentes realidades e participar de forma consciente na sociedade.

Quando a leitura é apresentada de forma próxima, acessível e ligada ao quotidiano, transforma-se numa experiência de descobertas e não numa obrigação escolar, aproximando novas gerações da língua portuguesa e da riqueza das suas múltiplas expressões culturais.

É neste contexto que a experiência da Editora IMEPH assume particular relevância. Ao longo de sua trajetória, a editora tem procurado desenvolver projetos que aproximam livros, escolas, professores, famílias e comunidades, levando a leitura para além das salas de aula e valorizando-a como uma ferramenta de inclusão social e de desenvolvimento humano.

Esta visão demonstra que editar livros também significa construir pontes entre pessoas, territórios e gerações, tornando o conhecimento acessível para consolidar o hábito da leitura.
Levar a leitura a todos os públicos, em todos os espaços onde a língua portuguesa une milhões de pessoas, é investir no futuro.

Cada livro entregue a uma criança, cada biblioteca fortalecida, cada projeto de incentivo à leitura e cada ação desenvolvida junto aos jovens, representam um passo na formação de sociedades mais preparadas para os desafios do presente e do futuro.
Fazer da leitura um direito efetivamente acessível é, acima de tudo, garantir que a língua portuguesa continue viva através daqueles que a leem, a escrevem e a projetam para as próximas gerações. ■

Lucinda Marques

Diretora-presidente da Editora IMEPH

*Os artigos de opinião são de inteira responsabilidade dos seus autores e não refletem, necessariamente, a visão do nosso órgão de comunicação social

 

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