“Bienal Internacional de Artes e Ofícios” abriu em Castelo Branco com debates sobre “património e economia criativa”

Primeiro dia, 4 de setembro, juntou responsáveis públicos, especialistas e agentes culturais para discutir "identidade local, património e o Bordado de Castelo Branco"; programa prossegue amanhã, dia 5, com representantes de Cidades Criativas da UNESCO e uma mesa-redonda dedicada ao empreendedorismo e à internacionalização das indústrias criativas

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Foto: Agência Incomparáveis
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A primeira edição da “Bienal Internacional de Artes e Ofícios” arrancou esta sexta-feira, 4 de setembro, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB), região Centro de Portugal, com um programa dedicado à “valorização do património, dos saberes tradicionais e das indústrias criativas”. A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Castelo Branco, decorre até amanhã, 5 de setembro, e está integrada na programação do “Festival Sabores de Perdição”.

A sessão de abertura realizou-se pelas 10h, com a participação do presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues. Seguiu-se um momento musical protagonizado pelas “Batucadeiras” do Centro Cultural de Cabo Verde de Lisboa.

Um dos momentos centrais da manhã foi a mesa-redonda “Identidade Local e Economia Criativa: Instrumentos Públicos para Valorizar o Património”, moderada por Sofia Lourenço, cônsul honorária de Cabo Verde nos distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu. Participaram António Pinto Dias Rocha, cônsul honorário do Brasil para os distritos de Castelo Branco e Portalegre, Ângela Barbosa, gestora do Centro Cultural de Cabo Verde em Lisboa, Maria Antónia Amaral, chefe de Divisão de Cadastro, Inventário e Classificação do Património Cultural, I.P., e Américo Rodrigues, diretor-geral da Direção-Geral das Artes (DGARTES).

Ao centro, Sónia Abreu, chefe da Divisão de Museus e Cultura da Câmara Municipal de Castelo Branco e responsável pela organização da Bienal, inaugura exposição “O Mundo Bordado à Mão”. Foto: Agência Incomparáveis

Durante a tarde, o programa centrou-se no Bordado de Castelo Branco, através da mesa-redonda “O Bordado de Castelo Branco: Tradição e Inovação”. A sessão teve moderação de Teresa Costa, gerente da A. CERTIFICA, e contou com Ana Cristina Mendes, diretora-adjunta do Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património (CEARTE), Graça Ramos, presidente da Associação Portugal à Mão, Ana Margarida Fernandes, professora na Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) da Universidade Politécnica de Castelo Branco, e, por vídeo, Sónia Santiago, diretora de Marketing e Comunicação do Grupo O Valor do Tempo.

O primeiro dia ficou ainda marcado pela inauguração da exposição “O Mundo Bordado à Mão”, no final da tarde, seguindo-se uma visita guiada ao Museu dos Têxteis (MUTEX). A Bienal nasce na sequência da integração de Castelo Branco na Rede de Cidades Criativas da UNESCO, em outubro de 2023, na categoria de “Artesanato e Artes Populares”, e procura “criar uma plataforma de diálogo sobre salvaguarda, transmissão e valorização económica do património cultural”.

Foto: Agência Incomparáveis

A programação prossegue amanhã, sábado, 5 de setembro, a partir das 10h, com a apresentação de práticas, projetos e experiências de diferentes Cidades Criativas da UNESCO. Estarão representadas Castelo Branco, Barcelos e Caldas da Rainha, na categoria de “Artesanato e Artes Populares”, Amarante e Leiria, na “Música”, Braga, nas “Artes Digitais”, Covilhã, no “Design”, Idanha-a-Nova, na “Música”, e Matosinhos, na “Gastronomia”. A manhã termina com um período de debate e participação do público.

Às 14h30 realiza-se a mesa-redonda “Transformar a Tradição em Valor: Empreendedorismo e Internacionalização nas Indústrias Criativas”, moderada por Eduardo Barroso, consultor e ponto focal internacional de João Pessoa, Cidade Criativa da UNESCO na categoria de “Artesanato e Artes Populares”. Participam Luciano Barbosa, prefeito de Arapiraca, no estado brasileiro de Alagoas, Higor Esteves, vice-presidente da Comissão Executiva da CE-CPLP e diretor-geral da Start CPLP, Marielza Rodriguez, gestora do Programa do Artesanato Paraibano (PAP), e Fernando Pinto, presidente da Câmara Municipal da Praia, em Cabo Verde.

O encerramento está previsto para às 16h, novamente com Leopoldo Rodrigues, seguindo-se, às 17h, uma visita guiada ao Centro de Interpretação do Bordado. A Bienal reúne, ao longo dos dois dias, representantes de Portugal, Brasil e Cabo Verde, bem como responsáveis de cidades integradas na rede da UNESCO, com foco na relação entre património, criação, empreendedorismo e internacionalização.

Foto: Agência Incomparáveis

O programa está a ser acompanhado de perto por Sónia Abreu, chefe da Divisão de Museus e Cultura da Câmara Municipal de Castelo Branco e responsável pela organização da Bienal. Para esta responsável, a partilha entre cidades e instituições constitui uma das componentes centrais da iniciativa.

Foto: Agência Incomparáveis

“A ideia é partilhar experiências, divulgar boas práticas e ligar todas as cidades do país que estão também associadas às Cidades Criativas. O que esperamos é que, mais do que um momento de reflexão, todos consigamos identificar medidas públicas de proteção e de valorização destes recursos culturais de cada território e, nomeadamente, do território de Castelo Branco”, disse Sónia Abreu. ■

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