Portugal: António Carlos considera mercado imobiliário um dos “principais motores do desenvolvimento” da região da Beira Interior

Consultor português defende que o crescimento do setor imobiliário, aliado ao investimento privado, à valorização dos imóveis, às novas formas de construção e aos incentivos à aquisição de habitação, tem impulsionado o desenvolvimento económico da Beira Interior e reforçado a atratividade da região para investidores e novos residentes

30
António Carlos, consultor imobiliário português na região Centro do país. Foto: Agência Incomparáveis
- Publicidade -

O consultor imobiliário português António Carlos considera que o mercado imobiliário se tornou um dos “principais motores do desenvolvimento económico da Beira Interior”, no Centro de Portugal, defendendo que o crescimento da construção, a valorização dos imóveis e o investimento habitacional continuam a “impulsionar a economia regional”.

Em declarações à Agência Incomparáveis, António Carlos disse que o atual ritmo de crescimento da Covilhã demonstra que a oferta habitacional continua insuficiente para responder ao aumento da procura.

“Não há ainda construção suficiente para a Covilhã. A Covilhã ainda continua a construir, ainda continua a expandir e cada vez mais está a crescer junto ao hospital e zonas com melhores acessos”, afirmou este empresário, que rejeitou também a ideia de que exista uma “bolha imobiliária”, defendendo que a valorização dos imóveis resulta da “crescente procura e da capacidade de atração da região”.

“No mercado imobiliário não há bolha, como as pessoas afirmam, e que vai rebentar, não há hipóteses”, sustentou.

Para ilustrar a valorização registada ao longo dos últimos anos, António Carlos lembrou diversos negócios concretizados durante a sua atividade profissional.

“Eu já tenho vendido imóveis em vários sítios do país (…) todas as moradias que eu vendi, todas elas, dobraram o valor. Há moradias que eu já vendi três e quatro vezes e, no espaço de oito, nove anos, o valor dobrou”, recordou.

Entre os exemplos apresentados, este responsável destacou a evolução do valor de um apartamento comercializado na Covilhã.

“Eu recordo, por exemplo, apartamentos que eu vendi T3 há nove anos, junto ao Serra Shopping, na altura por 120 mil euros, e agora vendi por 249 mil”, exemplificou.

Na sua análise, estes resultados demonstram que o mercado imobiliário continua a representar uma das aplicações financeiras mais “seguras e rentáveis”.

“No mercado imobiliário, cada vez mais, sabemos que o dinheiro está sempre seguro. Aliás, não há nada que consiga ter tanto rendimento, neste momento, como qualquer empresário a investir no mercado imobiliário”, defendeu.

O consultor assinalou ainda o aumento do investimento destinado ao mercado de arrendamento, tendência que, segundo explicou, acompanha a evolução registada noutros países europeus.

“Há 50% dos investidores que já estão a comprar imóveis, tudo para arrendamento”, referiu.

De igual modo, António Carlos elogiou “o financiamento a 100%” do governo de Luís Montenegro como medida de apoio à compra da primeira habitação dirigidas aos jovens, afirmando que representam um importante incentivo ao investimento.

Na sua perspetiva, adquirir casa própria continua a revelar-se financeiramente mais “vantajoso” do que recorrer ao mercado de arrendamento.

“Aquilo que eles dão de amortização mensalmente é inferior à renda que eles vão pagar”, explicou.

Paralelamente, este profissional realça que as novas soluções construtivas representam uma resposta eficaz à escassez de mão de obra especializada e às necessidades atuais do setor.

“Os pré-fabricados ou aquelas construções de aço leve estão a chegar e em seis meses a construção está pronta a habitar”, argumentou António Carlos, que entende que esta transformação constitui uma “evolução inevitável” para o mercado da construção.

“Este será o futuro, porque o problema da mão de obra é grave (…) Estes pré-fabricados já trazem kits completos, é só montar”, acrescentou.

Para o consultor, a conjugação entre valorização dos imóveis, investimento privado, inovação construtiva e incentivos públicos continuará a consolidar o mercado imobiliário como um dos principais motores do desenvolvimento económico da Beira Interior. ■

- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.