Opinião: “A Ditadura da Felicidade”, por Sônia Crisóstomo

“É possível ser feliz sem seguir as trends?”

443
Sônia Crisóstomo, empreendedora, escritora, Happiness and Wellbeing Coach e fundadora da plataforma Ponte360
- Publicidade -

Nunca na história da humanidade falamos tanto sobre a felicidade, sobre o direito de sermos felizes, sobre saúde mental e, em contrapartida, nunca fomos tão expostos a desafios que nos direcionam a um caminho de uma suposta felicidade ditada por um grupo de influenciadores. 

Mesmo antes da COVID-19 já vínhamos tendo uma onda poderosa de opiniões encapsuladas em perfis de redes sociais que amealham milhares, senão milhões de seguidores. As opiniões dos influencers sobre moda, comportamento, aparência e estilo de vida impactam e implantam no subconsciente das pessoas o desejo de posses que passam a consumir e minar a sua tranquilidade. Vendem-nos uma felicidade desafiadora, com componentes que, através de uma excelente estratégia de marketing, passamos a mais que desejar, a necessitar ser igual, ter igual.

O que significa ser feliz para você? Esta é, portanto, a primeira pergunta a se fazer na busca da felicidade o sob a compreensão de que, por ser subjetiva, a resposta pode ser diferente para cada pessoa. Para responder a esta pergunta é necessário que feche os seus olhos para o mundo externo e olhe para dentro de você mesmo, pois é lá no cerne das suas experiências de vida que reside a resposta. Alguns de nós buscamos a felicidade em aquisições financeiras: carros, casas, joias e bens. E, passada a euforia do momento, passados aqueles dois, três dias de pico de emoção, nos autorregulamos emocional e fisicamente e voltamos à nossa vida de incessantes buscas.

Qual foi a última vez que você se sentiu fantástico? A minha pergunta é sobre sentimento, sobre você sentir-se orgulhoso de quem você é e não sobre o que você tem. Pergunto mais uma vez: qual a foi a última vez que você se sentiu fantástico? Onde você estava? O que fazia? Com quem estava? Esses momentos de profundo impacto emocional positivo marcam as nossas memórias e nos dão algumas dicas sobre onde fica a estrada da felicidade. Encontre essa estrada e caminhe por ela observando cada detalhe, cada pessoa que encontra e que também é um caminheiro em busca de si mesmo.

A felicidade ditada, imposta e sugerida, causa angústia, gastos desnecessários, frustrações e afasta-lhe daquele caminho que você seguia pacificamente enquanto ouvia as suas próprias vontades, os seus próprios desejos, o que faz sentido única e exclusivamente para você. Seja consistente e persistente nas suas verdades e vontades reais, pois o tempo hoje deve ser de liberdade para ser feliz, cada um à sua maneira. ■

Sônia Crisóstomo

Sônia Crisóstomo, empreendedora, escritora, Happiness and Wellbeing Coach e fundadora da plataforma Ponte360

https://ponte360.com/

 

- Publicidade -

2 COMENTÁRIOS

  1. Assunto super relevante e reflexão assertiva sobre o que nos faz se sentir feliz.
    Quero destacar em especial “ Vendem-nos uma felicidade desafiadora, com componentes que, através de uma excelente estratégia de marketing, passamos a mais que desejar, a necessitar ser igual, ter igual”, essa análise me fez refletir sobre a importância da Autoimagem para sermos felizes de verdade.
    Infelizmente esta tudo muito desconectado, superficial e essa falta de autenticidade em ser o que diz ser acredito que faz as pessoas se sentirem perdidas, desconectadas de quem são e a pergunta é … como ser feliz se saber quem você é de verdade?

  2. Obrigada pela intervenção Lívia!
    O caminho sempre começa com AUTO (self)

    Auto-imagem
    Autoconhecimento
    Autorresponsabilidade

    Quanto mais nos conhecemos e reconhecermos a beleza de sermos únicos, mais felizes seremos

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.