O vice-presidente do governo regional dos Açores, Artur Lima, visitou, ao longo desta semana, várias entidades do ecossistema de ciência e inovação sediadas na ilha Terceira, destacando os exemplos de investigação desenvolvidos na Região Autónoma dos Açores e o contributo dessas instituições para o progresso científico e para a sociedade.
A agenda incluiu visitas ao Centro de Biotecnologia dos Açores, ao Instituto de Investigação e Tecnologias Agrárias e do Ambiente, ao Grupo da Biodiversidade dos Açores e ao Observatório do Ambiente dos Açores.
Durante a visita, o governante destacou “os excelentes exemplos de investigação” realizados pelos investigadores da Região, aos quais o governo dos Açores “deve estar grato”.
Referindo-se ao programa de Tenure Regional, Artur Lima sublinhou a importância de criar condições para fixar investigadores qualificados nos Açores, reforçando a ligação entre investigação científica e ensino superior.
“É um programa com um valor total de 1 milhão e 200 mil euros, a cinco anos, em parceria com a Universidade dos Açores. Vamos dar o nosso contributo para a fixação de investigadores e integrá-los no quadro, com contrato de trabalho, e com obrigação de exercerem a função docente”, explicou.
O Vice-Presidente considerou que esta iniciativa representa um passo importante para consolidar o sistema científico regional: “É um contributo que queremos iniciar, é inovador nos Açores e, portanto, vamos ver o resultado. Cá estamos para continuar a fixar pessoas qualificadas nos Açores”, afirmou.
No domínio da ciência, Artur Lima defendeu ainda um papel ativo do governo regional, sublinhando que a autonomia deve permitir reforçar os investimentos no conhecimento.
Neste contexto, o governante mencionou o apoio do executivo à tripolaridade e a vários projetos que têm permitido reforçar o financiamento à Universidade dos Açores.
Segundo explicou, estas iniciativas têm contribuído para captar recursos financeiros e apoiar a investigação científica na Região, em particular a contratação e a fixação de investigadores.
Artur Lima abordou igualmente o papel da ciência na vida das pessoas, defendendo que o conhecimento científico deve ter impacto direto na sociedade.
“A ciência só é útil quando está ao serviço do cidadão e quando o cidadão pode usufruir da investigação que aqui se faz. E aqui temos um exemplo, ao nível da agricultura, na alimentação, captação de carbono, na hidrologia, ou na contaminação. Temos aqui excelentes exemplos de investigação que se faz e que vai servir as pessoas”, considerou.
O vice-presidente assinalou ainda o contributo das mulheres para a ciência na Região, destacando o papel que têm desempenhado no desenvolvimento científico: “Vi aqui hoje grandes exemplos de mulheres na ciência, são um exemplo para Portugal e para a Europa”, enfatizou. ■





