Açores: Paulo Estêvão preside à abertura da 14.ª edição dos Cursos de Português Língua de Acolhimento

O secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades destacou a importância da língua portuguesa para a integração dos imigrantes nos Açores e anunciou aumento da remuneração dos formadores

Paulo Estêvão acompanhou um curso que inclui cidadãos do Nepal, Eslovénia, Austrália, Ucrânia, Rússia e Colômbia. Foto: divulgação
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O secretário regional açoriano dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, presidiu na quarta-feira, dia 18, à sessão de abertura da 14.ª edição dos Cursos de Português para Falantes de Outras Línguas, agora designados Cursos de Português Língua de Acolhimento, sublinhando que a aprendizagem da língua é o primeiro e mais decisivo passo para a plena integração na sociedade açoriana.

Durante a sessão, Paulo Estêvão começou por referir que a formação permite aos imigrantes não só acederem ao mercado de trabalho, mas também exercerem plenamente a sua cidadania.

De seguida, reforçou a receção aos participantes: “Sejam todos muito bem-vindos aos Açores. Assumo aqui o compromisso de, no final do curso, estar novamente convosco para falarmos em conjunto sobre esta experiência”, sublinhou.

O governante anunciou ainda o aumento da remuneração dos formadores de 19 para 25 euros por hora (“valores que não eram atualizados há muitos anos”) e comprometeu-se com a implementação de mais cursos para responder a “todos os que escolheram os Açores para viver e que sentem o impulso e a necessidade de aprender a língua portuguesa”.

Desde o início do programa, em 2013, já concluíram a formação 525 formandos de 58 nacionalidades distintas. 

Os dados mais recentes, relativos a 2025, mostram que cerca de 100 formandos estavam inscritos, dos quais aproximadamente 60% possuem habilitações ao nível do Ensino Superior e encontram-se inseridos no mercado de trabalho. 

As nacionalidades mais representadas continuam a ser as da Europa de Leste e da América do Norte, confirmando a capacidade da Região em atrair e fixar quadros qualificados.

No ano passado, realizaram-se cinco cursos, financiados pela Direção Regional das Comunidades, distribuídos pelas ilhas de São Miguel (três), Terceira (um) e Faial (um). 

Para 2026, a oferta será alargada, já que estão previstos pelo menos seis cursos – quatro em São Miguel (pela CRESAÇOR), um na Terceira (pela AIPA) e um no Faial (pela Câmara Municipal da Horta).

Estes cursos têm limite máximo de 20 formandos em cada curso, garantindo um ensino tanto de proximidade como de qualidade.  ■

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