Açores: Vice-presidente Artur Lima defende que Base das Lajes deve garantir segurança e desenvolvimento dos Açores

O governante alertou que a redução da presença norte-americana na base tem impactos económicos, sociais e estratégicos, e que o futuro da infraestrutura deve beneficiar tanto a segurança internacional quanto o desenvolvimento económico-social da região

26
Artur Lima durante a sessão desta quarta-feira na Assembleia Legislativa Regional dos Açores. Foto: divulgação
- Publicidade -

O vice-presidente do governo regional dos Açores, Artur Lima, afirmou, esta quarta-feira, dia 18, na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, que a Base das Lajes deve continuar a servir a segurança global, mas também promover o desenvolvimento económico e social da região.

Para Artur Lima, a Base das Lajes “foi um dos pilares fundamentais da arquitetura de segurança euro-atlântica e de manutenção da paz na Europa e no mundo”. Localizada na ilha Terceira, a base tem sido um ponto logístico estratégico para operações militares, vigilância marítima, transporte e comunicações da NATO, aproveitando a posição central dos Açores nas rotas entre Europa e América.

Contudo, o vice-presidente alertou que a redução de pessoal norte-americano teve “consequências económicas, sociais e estratégicas profundas” para a região. 

De igual modo, o responsável criticou os sucessivos governos portugueses por não defenderem adequadamente os interesses dos Açores em negociações bilaterais: “A cada uma dessas negociações, a Região perdeu contrapartidas justas e devidas, porventura não sentidas pela República Portuguesa”, afirmou.

Lima classificou como “imprudência” qualquer revisão do Acordo de Cooperação e Defesa no contexto internacional atual e recordou ainda a importância da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), criada em 1983, pedindo que continue a apoiar efetivamente a investigação e inovação açoriana.

“Há uma realidade geográfica imutável. Os Açores, ao mesmo tempo a fronteira mais ocidental da Europa, são o centro nevrálgico do atlântico”, concluiu o vice-presidente, acrescentando que a autonomia exercida nos Açores deve refletir-se em progresso concreto e bem-estar para a população. 

- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.