Aos 91 anos, astrónomo brasileiro que atuou na NASA explica aurora boreal em documentário

José Silva, fundador do Planetário do Colégio Estadual do Paraná, é um dos protagonistas do filme sobre o fenómeno natural

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Astrónomo José Silva, fundador do Observatório Astronómico e do Planetário do Colégio Estadual do Paraná. Foto: divulgação
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O universo sempre fascinou gerações e despertou a curiosidade de crianças que, em algum momento, sonharam em ser astrónomas. Foi o que aconteceu com José Manoel Luís da Silva.

“Aos sete anos eu subia em árvores para ficar mais perto das estrelas”, lembra o pesquisador, que hoje, aos 91 anos, dedica a sua vida a tudo relacionado ao céu.

“Uma vez que moramos na Terra, e como eu sempre digo: nós estamos no céu, porque a Terra está no céu. Então, nós nascemos no céu”, refletiu Silva, um dos protagonistas do documentário Aurora Boreal: Amor em Forma de Luzes e Cores, dirigido por Júlio Mauro.

Com uma longa trajetória de estudos dos fenómenos celestes, ele explica no documentário, de modo acessível, a aurora boreal, um espetáculo de luzes coloridas formado pela interação do Sol com o campo magnético da Terra. As imagens foram captadas por Marco Brotto no Círculo Polar Ártico, em expedições por Islândia, Gronelândia, Canadá, Noruega, Alasca e Ilhas Féroe.

“Sem curiosidade, não há ciência. E sem Matemática e Física, não há como prever um eclipse ou enviar um foguete para Júpiter”, afirmou Silva, formado em Física e Matemática pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com especialização em estrelas variáveis. Ele foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Planetários e da Sociedade Astronómica Brasileira, que completou 50 anos em 2024.

Além da paixão pelas pesquisas astronómicas, Silva é um educador dedicado à popularização da ciência para crianças e adultos interessados. Em Curitiba, dirigiu o Observatório Astronómico e o Planetário do Colégio Estadual do Paraná, onde um programa de sessões gratuitas aos domingos, criado em 1978 pelo professor José Luís, continua hoje sob a coordenação do seu ex-aluno e atual diretor, Amauri Pereira.

Entre 1968 e 1973, José Silva integrou a equipa de cientistas brasileiros que participou no Programa Espacial Apollo da NASA. Atuou em dez missões, incluindo a Apollo 11, que, em 1969, levou o primeiro homem à Lua. Nesse período, trabalhou na observação e catalogação de eventos lunares, fornecendo dados que ajudaram a elucidar fenómenos ainda inexplicáveis e a apoiar decisões estratégicas de voo e segurança.

O documentário está disponível em www.youtube.com/c/marcobrotto

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