O evento BABELL revelou a sua programação completa, numa apresentação realizada, no dia 1 de abril, no Teatro Rivoli, no Porto, que juntou mais de 500 pessoas, destacando a presença de escritores internacionais, um concerto inédito e uma performance do artista Cai Guo-Qiang, a decorrer entre 24 e 29 de junho de 2026.
A programação integra nomes de destaque da literatura mundial, como László Krasznahorkai, Julian Barnes, Conceição Evaristo e Héctor Abad Faciolince, que se juntam a autores já anunciados, entre os quais Olga Tokarczuk, Salman Rushdie, Margaret Atwood, Byung-Chul Han e Javier Cercas.
Ao longo de seis dias, o centro histórico do Porto será palco de uma programação que inclui sessões literárias, concertos, exposições, conferências, colóquios, performances e atividades para o público infantil.
O evento adota um modelo de acesso assente na compra de livros em livrarias aderentes, sendo obrigatório o transporte de um livro para entrada nas sessões.
A programação arranca a 24 de junho com a inauguração da expansão da Livraria Lello, projeto do arquiteto Álvaro Siza, estendendo-se também ao Mosteiro de Leça de Balio, onde decorrerá uma conferência de Byung-Chul Han.
Na área das artes visuais, destaca-se a participação de Cai Guo-Qiang, que apresentará uma performance de grande escala nas margens do rio Douro, entre a Ribeira do Porto e Vila Nova de Gaia.
A música integra igualmente o programa, com um concerto conjunto dos GNR e de Pedro Abrunhosa na Avenida dos Aliados, incluindo a apresentação de temas inéditos criados para o evento.
O programa inclui ainda iniciativas dedicadas à literatura em língua portuguesa, com a participação de autores como Lídia Jorge, Valter Hugo Mãe e Djaimilia Pereira de Almeida, bem como atividades educativas, colóquios e intervenções poéticas em vários espaços da cidade.
Pedro Duarte, presidente da Câmara Municipal do Porto, referiu que “a Cultura é o pilar, a base, onde o futuro tem de assentar”, acrescentando que o evento “vai deixar uma semente para o futuro”.
Por seu turno, Jorge Sobrado, vereador da Cultura da autarquia do Porto, salientou que “não nos conformaremos em reproduzir a célebre máxima de Lampedusa”, defendendo que “nada deve ficar como antes”.
Pedro Pinto, administrador da Fundação Livraria Lello, destacou que “o BABELL é uma arma cultural capaz de impactar no território e na vida das pessoas”, considerando-o “uma forma poética de promover o território”.
Já Rui Couceiro, comissário do BABELL, afirmou que “programar é a arte do possível”, sublinhando que, na Fundação Livraria Lello, pode ser “a arte do impossível”, destacando a ambição do projeto.
Promovido pela Fundação Livraria Lello, em coprodução com a Câmara Municipal do Porto, o BABELL insere-se nas comemorações dos 120 anos da Livraria Lello, bem como nos 25 anos do evento Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura e nos 30 anos da classificação do centro histórico como Património Mundial da UNESCO.
O BABELL conta ainda com o apoio de diversas entidades institucionais e culturais, incluindo a Câmara Municipal de Matosinhos, a Nasamotor, o Turismo de Portugal e o Wine & Books Hotels Porto, bem como um conjunto de entidades culturais e académicas, tais como o Bairro dos Livros, o Centro Português de Fotografia, o CETAPS, o Museu Nacional Soares dos Reis, a Torre dos Clérigos, o Teatro Nacional São João e a Universidade do Porto. ■





