
No âmbito das comemorações dos 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a sede da organização, em Lisboa, acolhe, no dia 28 de janeiro, o primeiro evento oficial do calendário de 2026: o lançamento do Barómetro da Lusofonia, uma pesquisa inédita que mapeia simultaneamente opiniões, valores e percepções das populações dos países que têm o português como língua oficial.
Coordenado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Económicas (IPESPE), o Barómetro visa avaliar e ampliar o conhecimento mútuo entre os países lusófonos, promovendo a integração na perspetiva da cooperação para o desenvolvimento socioeconómico, o fortalecimento da democracia e a valorização da língua portuguesa.
Para além de autoridades diplomáticas, académicos e representantes institucionais das nações envolvidas no estudo, a cerimónia de lançamento terá como anfitriões a secretária-executiva da CPLP, embaixadora Maria de Fátima Jardim, o representante permanente do Brasil junto à CPLP, embaixador Juliano Féres Nascimento, e o presidente do Conselho Científico do IPESPE, Antonio Lavareda.
Nesta primeira edição, a pesquisa foi realizada simultaneamente em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, oferecendo um retrato abrangente do espaço lusófono, que reúne cerca de 300 milhões de falantes nativos distribuídos por quatro continentes.
O estudo recolheu dados sobre temas como imigração, preconceitos, herança escravocrata, desigualdade de género, desinformação, relevância do voto e da democracia, além das trocas culturais entre os países.
Também foi analisado o grau de conhecimento e valorização da CPLP pelas populações dos Estados-membros.
Os resultados darão origem a um livro em versões física e digital, a um ciclo de seminários internacionais e a uma base de dados aberta que será disponibilizada a instituições de ensino e investigação ligadas à Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), permitindo o desenvolvimento de estudos académicos, dissertações e publicações científicas.
O Barómetro conta com apoio da CPLP, da AULP, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Ministério da Cultura do Brasil, da Missão Brasileira junto à CPLP, da Fundação Itaú, da FGV Conhecimento, da Fundação Joaquim Nabuco, da Universidade de Coimbra, entre outras instituições académicas e culturais.
Com periodicidade bienal, o Barómetro da Lusofonia pretende consolidar-se como referência internacional em estudos sobre democracia, desenvolvimento e identidade cultural no espaço lusófono. ■




