Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal e da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) confirmam que a Venezuela ocupa um lugar periférico no comércio externo português, representando apenas cerca de 0,01 % das exportações de bens em 2024 com um total de aproximadamente 10,4 milhões de euros, valor que no período de janeiro a outubro de 2025 apontava para 8,9 milhões, equivalente a um aumento homólogo de 4,8 %.
O país sul-americano foi o 112.º maior cliente de Portugal em 2024 e continuava com peso residual até outubro de 2025, sem registo de crescimento significativo nessa contribuição ao comércio externo português.
As relações económicas entre os dois países também refletem um fluxo de importações praticamente equivalente, com Portugal a importar cerca de 10,2 milhões de euros de bens venezuelanos em 2024.
O conjunto de empresas portuguesas que exportaram para a Venezuela em 2024 foi limitado a 165 operações, das quais 143 superaram um milhão de euros em vendas, evidenciando uma participação empresarial modesta num mercado historicamente mais ativo entre 2012 e 2014, quando as exportações portuguesas atingiram mais de 300 milhões de euros.
A contribuição da Venezuela para o crescimento global do comércio português foi negativa em 2024 e nula no acumulado até outubro de 2025, segundo cálculos da AICEP. ■





