Covilhã entre os 30 municípios portugueses com mais procura por moradias para arrendar

Cidades periféricas de Lisboa e Porto lideram procura por moradia para aluguer; Capitais ficaram fora do top 50; consultor imobiliário, António Carlos apontou movimento de famílias para áreas com preços mais acessíveis

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António Carlos destaca que cidades menores oferecem melhor relação entre custo e qualidade de vida. Foto: divulgação
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A procura por moradias para arrendar em Portugal concentra-se em municípios vizinhos às duas maiores cidades do país, revelou levantamento do Idealista relativo ao segundo trimestre de 2025. Barreiro, Vila Franca de Xira e Amadora, todos na região de Lisboa, ocupam as três primeiras posições entre os 50 concelhos mais procurados para arrendamento. Lisboa e Porto ficaram fora da lista, aparecendo apenas na 65ª e 81ª posições, respetivamente.

Segundo o estudo, o afastamento das capitais do topo do ranking está relacionado ao “alto volume de oferta e aos preços elevados”. Lisboa registou quase 15 mil imóveis anunciados no período, com renda mediana de 1.751 euros mensais, uma das mais altas do país. No Porto, a renda mediana é de 1.216 euros, mas ainda acima da média de municípios vizinhos, como Paredes (968 euros), Penafiel (760 euros), Gondomar (1.005 euros), Maia (1.012 euros) e Valongo (1.026 euros).

Para o consultor imobiliário António Carlos, que lidera a Equipa António Carlos, com sede na Covilhã, na região Centro de Portugal, esse movimento representa a busca por melhor relação entre custo e qualidade de vida.

“Existe uma forte procura, claramente, por moradias em cidades menores, onde os preços são mais compatíveis com a renda das famílias”, destacou este especialista, que já conquistou diversos prémios em reconhecimento pelo “seu desempenho no mercado imobiliário português”.

Covilhã com “bons preços”

Entre os 50 municípios mais procurados, a Covilhã ocupa a 29ª posição, com o aluguer mais baixo do grupo: 582 euros por mês. Outros concelhos com valores reduzidos incluem Bragança (596 euros), Chaves (605 euros), Castelo Branco (607 euros) e Figueira da Foz (750 euros). No extremo oposto, Palmela, em Setúbal, apresenta a renda mais alta do ranking: 1.778 euros mensais.

O levantamento também apontou que, embora os preços nos arredores das capitais sejam mais acessíveis, há tendência de aumento por “efeito contágio” das áreas centrais. Além disso, o mercado de arrendamento vem registando queda desde o início de 2025, inclusive em Lisboa e Porto, diante do maior interesse pelo mercado de compra e venda, impulsionado por juros baixos e novos programas de apoio para jovens adquirirem a casa própria. ■

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