
A programação do fórum “Portugal, Nação Global”, agendado para 29 e 30 de abril, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, revela um encontro altamente operacional, desenhado para promover contacto direto entre investidores da diáspora e territórios portugueses, com dezenas de sessões temáticas, apresentações de projetos e mais de 200 reuniões empresariais.
Distribuído ao longo de dois dias, o programa do fórum aposta numa combinação entre reflexão estratégica e ação concreta, com momentos dedicados à partilha de conhecimento, networking e, sobretudo, à concretização de oportunidades de investimento.
O primeiro dia, 29 de abril, arranca com o processo de acreditação, seguido da sessão de abertura no Grande Auditório, que inclui intervenções institucionais e um momento cultural, sob o mote “5 milhões de portugueses, infinitas oportunidades”. Este arranque define o tom do evento, centrado na valorização da diáspora como ativo económico global.
Ainda durante a manhã, realiza-se uma sessão plenária dedicada a casos de sucesso da diáspora, evidenciando exemplos concretos de investimento e internacionalização. Em paralelo, decorrem workshops temáticos, com destaque para os parques empresariais e ecossistemas de inovação, bem como para a diplomacia económica municipal e estratégias de atração de investimento.
Em simultâneo, o Grande Auditório acolhe uma sessão temática sobre o mapa de oportunidades em Portugal e no mundo, orientada para identificar setores estratégicos e geografias prioritárias para investimento.
Após o almoço, que funciona também como momento de networking, a programação intensifica-se com sessões paralelas centradas na internacionalização. Entre os temas em destaque estão o papel da lusofonia como acelerador económico e a chamada “nova vaga portuguesa”, associada a inovação e talento emergente.
Um dos momentos centrais da tarde são os blocos de apresentações (pitch), divididos em duas sessões, onde os territórios portugueses apresentam diretamente projetos e oportunidades a investidores e empresários da diáspora. Estas sessões são desenhadas para maximizar o contacto direto e facilitar decisões de investimento.
Em paralelo, decorrem sessões práticas dirigidas às empresas, abordando temas como a preparação para investimento externo e estratégias de expansão global. O dia inclui ainda pausas para café e networking, reforçando a componente relacional do encontro.
Já o segundo dia, 30 de abril, começa novamente com acreditação, seguido de uma sessão plenária focada na relação entre comunidades, economia e territórios. Este momento enquadra o papel da diáspora no desenvolvimento económico e na coesão territorial.
A manhã é fortemente orientada para a vertente empresarial, com sessões paralelas dedicadas a reuniões B2B, permitindo encontros diretos entre investidores, empresas e representantes de municípios. Em simultâneo, decorre um debate sobre desburocratização, regulamentação e grandes acordos comerciais internacionais, abordando desafios estruturais ao investimento.
Após nova pausa para networking, retomam-se as reuniões empresariais e sessões informativas, incluindo um momento dedicado ao conhecimento da rede diplomática e das instituições de apoio. Em paralelo, o Grande Auditório recebe uma sessão temática sobre medidas de apoio ao investimento e instrumentos financeiros disponíveis para investidores.
Durante a tarde, o foco passa para o futuro, com uma sessão plenária intitulada “2026 e além – oportunidades para Portugal global”, que pretende projetar o papel do país na economia internacional. O evento encerra com uma sessão institucional e um momento cultural.
Complementando esta programação, a iniciativa “Portugal, Nação Global” insere-se numa estratégia mais ampla de mobilização da diáspora portuguesa, promovida pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, cujo objetivo passa por criar uma ligação permanente entre territórios, empresas e investidores através de uma plataforma digital que permitirá não apenas acompanhar oportunidades de investimento ao longo de todo o ano como também reforçar a presença de Portugal na economia global. ■




