Sempre fomos um povo com uma cultura atemporal, da qual nos orgulhamos, e que evoluiu das mais diversas formas, mas sempre mantivemos o orgulho das nossas raízes.
Quando falamos de gastronomia, o mar à nossa porta, convida a propostas diversificadas de peixe e bivalves, que o Atlântico Norte nos oferece.
Há um tempo atrás, senti saudades de um prato típico da nossa Costa, onde o molho que acompanha não deixa esquecer a ilustre cerveja na sua concepção: Mexilhão com molho de Cerveja.
Durante a sua elaboração, começamos a decidir a sua harmonização, e a nossa “biblioteca” de rótulos mental começa a borbulhar, juntamente com o molho e a dança dos bivalves dentro da panela…
E de quem nos lembramos? Jimmy Hendrix….
E ‘verdade’, quando escolhemos um Mateus Rose ou um Lancers, de origem da região de Setúbal, margem sul do Tejo, e a sua qualidade de harmonização com este prato, vem à ideia a preferência do ilustre Jimmy Hendrix, por este vinho português.
Nos anos 1970, estava no seu auge, e compartilhava com todos aqueles que o seguiam este rótulo e garrafa, de formas diferenciadas.
Assim sendo, à mesa, estaria a nossa gastronomia, e um vinho que acentuava a ideia de “e se?????” o próprio Jimmy estivesse à nossa mesa?
É desta forma que que faço o convite aos nossos amigos mais próximos para que venham jantar conosco e com Jimmy Hendrix, uma boa forma de se ouvir o “gluglu” do serviço na taça e os acordes de rock com a presença subtil portuguesa junto a uma figura de referência do rock mundial.
Façam convites semelhantes, e vejam com podem almoçar ou jantar, um Universo ao vosso dispor, e veremos com quem teremos a próxima refeição. ■
João Carlos Farrapa
Petit Sommelier, empresário, apresentador do programa “Uvas e Personalidades”
noicaron@hotmail.com
*Os artigos de opinião são de inteira responsabilidade dos seus autores e não refletem, necessariamente, a visão do nosso órgão de comunicação social