Paris acolhe inauguração da exposição “Rostos da Democracia” da artista Mafalda Rocha na Casa de Portugal André de Gouveia

O projeto LITERANTO levou à Cité Universitaire, em Paris, uma exposição que cruza arte, memória e reflexão sobre os valores democráticos, reunindo artistas, escritores e jornalistas num encontro cultural lusófono

0
20
Evento teve apoio da Casa de Portugal - André de Gouveia, Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD), Transportes Mesquita, Grupo de Comunicação Novembro, Embaixada de Portugal e Centro Cultural Camões Paris. Foto: divulgação
- Publicidade -

No passado dia 13 de janeiro, teve lugar na Maison du Portugal – André de Gouveia, na Cité Universitaire de Paris, a abertura da exposição de pintura “Rostos da Democracia”, da artista plástica Mafalda Rocha. 

O evento, organizado e apresentado pelo projeto LITERANTO, integrou uma mesa redonda e diversos momentos artísticos, num ambiente marcado pela promoção da língua e cultura portuguesas em contexto internacional.

A exposição “Rostos da Democracia” foi inaugurada perante uma audiência numerosa e multicultural, decorrendo em língua portuguesa com tradução simultânea para francês. 

A iniciativa teve como objetivo valorizar a história, a memória e os ideais democráticos através da arte, assumindo especial relevância num período em que Portugal se prepara para eleições presidenciais. 

Como refere a autora da exposição, “aquilo que para uns são memória, para os jovens de hoje são história”.

A mesa redonda, subordinada ao tema “Rostos da Democracia: ontem, hoje e amanhã”, contou com a participação da artista Mafalda Rocha, da escritora Rosabela Afonso e do jornalista Carlos Pereira, enquanto a moderação e tradução estiveram a cargo de Sara Novais Nogueira, autora e organizadora do projeto LITERANTO, cuja missão passa pela promoção da língua e cultura portuguesas através das artes em França.

Durante o debate, Carlos Pereira partilhou a sua visão sobre os desafios atuais do jornalismo e alertou para fragilidades que ameaçam a democracia, enquanto Rosabela Afonso destacou o papel de mulheres marcantes da história portuguesa, cujos rostos foram retratados na exposição, sublinhando a sua relevância no passado e na atualidade. 

Já Mafalda Rocha explicou o processo criativo e simbólico por detrás das obras apresentadas.

A vernissage foi enriquecida por diversos momentos artísticos que emocionaram o público. Pierre Fabre inaugurou o evento com a interpretação, em francês, do poema “As portas que Abril abriu” de Ary dos Santos. 

Seguiu-se a declamação de “Pedra Filosofal” de António Gedeão por Sara Novais Nogueira, um vídeo da jovem poeta Sarah Luz com “Revolução” de Sophia de Mello Breyner Andresen, a leitura de um poema de Mário Soares por Rosabela Afonso, e a participação da estudante Océane Fitas com “Trovas do vento que passa” de Manuel Alegre. 

O encerramento deu-se com uma interpretação intensa da canção “Medo” de Amália Rodrigues por Tereza Carvalho, acompanhada por Adriano Dias na viola de fado e Manuel Miranda na guitarra portuguesa.

O público teve ainda oportunidade de adquirir livros de Rosabela Afonso, autografados pela autora.

A exposição “Rostos da Democracia” permanecerá patente na Casa de Portugal – André de Gouveia até 12 de fevereiro de 2026. Os horários de visita podem ser consultados na plataforma Citescope (https://www.citescope.fr/evenement/visages-de-la-democratie/).  ■

- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.