A recém-criada Sociedade da Excelência Luso-Brasileira (SELB), com sede em São Paulo, no Brasil, acaba de oficializar a sua direção. Pedro Ramos, CEO da KEEPTALENT Portugal, será o primeiro presidente da entidade. Este dirigente soma esta responsabilidade ao seu percurso já consolidado no espaço luso-brasileiro, onde é também membro da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil) e vice-presidente da Câmara de Comércio da Região das Beiras (CCRBeiras), com a qual atua junto do empresariado no Brasil.
Segundo apurámos, a SELB nasce com o propósito de “promover uma rede de alto nível entre Portugal e Brasil, reunindo empresários, académicos, cientistas e artistas para reforçar as ligações estratégicas entre os dois países”. A entidade inspira-se nos antigos “cercles” europeus e americanos, assumindo-se como “plataforma de intercâmbio contemporâneo nas áreas da ciência, cultura, empresas e academia”.
Pedro Ramos sublinha que o objetivo é “valorizar o que de melhor se faz nos dois países, aproximando lideranças e instituições que podem, juntas, criar impacto global”. O presidente acrescenta que “a SELB será um espaço para gerar pontes de cooperação, acelerar conhecimento e apoiar projetos transformadores que beneficiem tanto Portugal como o Brasil”.
Valorização da lusofonia
Com larga experiência internacional na área da gestão das pessoas, talentos e Recursos Humanos, Pedro Ramos construiu carreira em Portugal e no Brasil, onde mantém fortes ligações profissionais e institucionais. A sua atuação tem sido marcada pela promoção de “boas práticas” em recursos humanos, inovação em processos de recrutamento e desenvolvimento de executivos, bem como pela participação em associações e entidades de referência. Enquanto CEO da KEEPTALENT Portugal, lidera uma consultora especializada na gestão estratégica de pessoas, apostando em “aproximar empresas de soluções modernas e eficazes para responder a um mercado em constante transformação”.
A escolha de Pedro Ramos, que atua ainda no cenário lusófono, no âmbito de projetos de mudança e transformação nesses países, para a presidência da SELB reforça a aposta numa liderança capaz de “aliar experiência académica, empresarial e institucional ao desafio de projetar a comunidade luso-brasileira no mundo”. Especialista em processos de mudança e transformação cultural, Pedro Ramos tem liderado projetos em vários países da lusofonia, nomeadamente em Cabo Verde, Angola e Moçambique. Nessas geografias, defende que “o futuro dos negócios é mais do que desempenho financeiro; trata-se de construir culturas organizacionais que incentivem a inovação e a agilidade”. Este gestor sublinha a importância de desenvolver lideranças adaptadas às novas exigências, recorrendo a metodologias de cocriação e valorizando a diversidade e a experiência do cliente como pilares centrais da estratégia. Reconhece, contudo, que as resistências à mudança persistem em alguns contextos, mas considera que a aposta nas novas gerações e no potencial das tecnologias digitais é determinante para acelerar a transformação cultural das organizações africanas de língua portuguesa.
A sociedade pretende “não apenas reforçar a cooperação histórica entre os dois países, mas também assumir-se como motor de novas dinâmicas económicas, científicas e culturais, capazes de fortalecer o espaço lusófono no contexto global”.
Estreia positiva
O primeiro evento oficial da associação teve lugar dia 26 de agosto, em São Paulo, com a presença de empresários, um evento que contou com a atuação de Rodrigo Leal, filho do músico Roberto Leal. A SELB planeia ainda missões empresariais em Portugal e no Brasil, intercâmbios universitários, ciclos de conferências científicas e iniciativas culturais, incluindo exposições e festivais de cinema.
Com uma equipa diretiva que integra também Pedro Martins, Tito Estanqueiro, José Carlos de Souza Júnior, José Netho e Alfredo Cônsolo Júnior, a SELB aposta em “consolidar uma rede de excelência, sem fins lucrativos e independente de poderes políticos, para fortalecer a cooperação luso-brasileira em diferentes áreas de atuação”. Conselheiros, que atuam entre os dois países, estão a ser convidados a colaborar. ■