Portugal: AICEP debate oportunidades de negócio do Acordo entre União Europeia e Mercosul para as empresas portuguesas

O workshop da AICEP reuniu empresas, especialistas e decisores para explorar oportunidades e desafios do Acordo UE–Mercosul e preparar Portugal para a nova realidade comercial

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Sede da AICEP, em Lisboa, acolheu realização do evento, que também foi transmitido online. Foto: divulgação
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A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) realizou, no passado dia 11 de março, em formato híbrido com casa cheia presencial, em Lisboa, e mais de 800 participantes online, o workshop “Acordo UE/Mercosul: O que muda para as empresas portuguesas?”.

O encontro teve como objetivo analisar os impactos e oportunidades de negócio do Acordo de Parceria UE–Mercosul para reforçar a presença de empresas portuguesas no espaço económico do Mercosul, com foco especial nos mercados do Brasil e Argentina. 

A sessão iniciou com Francisco Pinheiro Catalão, membro do Conselho de Administração da AICEP, que destacou o papel da agência no impulsionamento das empresas portuguesas para aproveitar plenamente o acordo, sublinhando a importância de “seletividade e prudência, mas sempre com ambição”. 

O responsável reforçou também que “Portugal tem empresas com talento, setores com competência, marcas com qualidade, produtos distintivos e capacidade de adaptação; a oportunidade deste acordo é séria, mas não se concretiza sozinha”, apelando a visão estratégica, persistência e acompanhamento contínuo.

Em seguida, João Santos, da Direção de Business Intelligence e Transformação Digital da AICEP, apresentou um estudo recente feito pela entidade sobre o Acordo UE–Mercosul, contextualizando a assinatura do acordo em janeiro de 2026 e o seu impacto potencial para Portugal. 

Este estudo analisou oportunidades de negócio, redução ou eliminação de tarifas aduaneiras, proteção de indicações geográficas e maior previsibilidade jurídica, além de avaliar riscos e setores estratégicos para as empresas portuguesas exportarem para o Mercosul.

Depois, José Rijo, advogado e professor de Direito Aduaneiro na Universidade Católica Portuguesa, abordou os impactos aduaneiros para as empresas com o acordo provisório UE-Mercosul, destacando a necessidade de planeamento e adaptação.

Seguiram-se as intervenções de Francisco Saião Costa, delegado da AICEP em São Paulo, que apresentou como explorar o Brasil como mercado âncora a partir de Portugal, e de Ana Rosas, da Direção da Rede Externa e Institucionais da AICEP, que analisou o mercado argentino e mostrou oportunidades e desafios específicos para as exportações portuguesas.

O encontro concluiu com sessão de perguntas e respostas e encerramento por Paulo Rios de Oliveira, membro do Conselho de Administração da AICEP, reforçando a importância da articulação entre empresas e agência para transformar as oportunidades do acordo em resultados concretos para Portugal.  ■

Dinis Gonçalves

 

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