
O retrato oficial do presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, criado pelo artista português Alexandre Farto, conhecido como Vhils, foi apresentado esta quarta-feira, dia 4, numa cerimónia no Museu da Presidência da República, em Lisboa.
A cerimónia contou com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa, do próprio artista e de vários convidados, assinalando a entrada da obra no património institucional associado à memória da Presidência da República.
A obra, que passa a integrar a galeria de retratos oficiais dos chefes de Estado portugueses, distingue-se pela técnica utilizada, já que, em vez de pintura, foi construída a partir de várias camadas de jornais nacionais publicados ao longo dos últimos dez anos, procurando simbolizar o peso e a memória dos dois mandatos presidenciais.
Segundo Vhils, a composição pretende refletir a dimensão histórica do período em que Marcelo Rebelo de Sousa exerceu funções, recorrendo a materiais associados à atualidade e à construção da memória coletiva.
Durante a apresentação, Alexandre Farto sublinhou o caráter singular da obra no contexto da galeria presidencial, recordando que, depois de retratos assinados por nomes como Columbano, Júlio Pomar ou Paula Rego, esta é a primeira vez que um retrato presidencial não assume a forma de pintura.
Vhils referiu também o simbolismo pessoal do momento, tratando-se da primeira vez que um criador com percurso ligado à arte urbana realiza um retrato oficial de um presidente da República. ■




