
O militante Pedro Rupio apresentou, no XXV Congresso do Partido Socialista (PS), realizado entre os dias 27 e 29 de março na cidade beirã de Viseu, uma moção sectorial que propõe a criação de uma Federação da Europa do PS, iniciativa subscrita por mais de 200 militantes de sete países europeus.
A proposta, intitulada “Pela criação da Federação da Europa do Partido Socialista”, foi apresentada no âmbito do Congresso e será agora debatida na próxima Comissão Nacional do partido, a 19 de abril, para a qual Pedro Rupio foi eleito.
Na sua intervenção, o militante descreveu a iniciativa como “uma estrutura que teria como função reunir secções e núcleos do Partido Socialista espalhados por toda a Europa”, acrescentando tratar-se de “uma quinzena de organizações situadas em 7 países que partilham uma vontade comum: preencher um vazio e reforçar a presença do Partido Socialista na Diáspora”.
Segundo o próprio, o projeto tem vindo a ser preparado com rigor ao longo do último ano, nomeadamente desde o ano passado, “aquando da primeira conferência para a criação de uma federação do PS na Europa”.
A moção sustenta que as especificidades das comunidades portuguesas no estrangeiro justificam uma estrutura própria, distinta da organização territorial existente em Portugal.
Neste sentido, os subscritores sustentam, no documento, que “não é possível aplicar nas Comunidades os mesmos sistemas estruturais vigentes em Portugal”, apontando para a necessidade de “harmonizar na diversidade” para garantir uma organização mais eficiente.
Entre os argumentos apresentados, destaca-se também a importância histórica da emigração na fundação do partido, bem como a necessidade de reforçar a coordenação política e a mobilização dos militantes no espaço europeu.
Pedro Rupio sublinhou ainda a dimensão política da proposta, afirmando que, para além de existir uma proposta de regulamento interno, existe também, e “acima de tudo”, a “vontade política” de tornar concretizável esta proposta.
O dirigente acrescentou que o objetivo passa por “dinamizar as secções”, “criar uma ligação mais direta à direção do Partido” e “aproximar o Partido Socialista das comunidades portuguesas na Europa”.
A moção alerta igualmente para os desafios atuais da diáspora portuguesa, incluindo a necessidade de reforçar a participação política das comunidades e responder ao crescimento de forças políticas concorrentes.
“No contexto atual em que temos assistido a um crescimento da extrema-direita em várias comunidades portuguesas na Europa, queremos relembrar que o nosso secretário-geral foi essencial na conquista de 3 deputados pelos círculos da emigração, há poucos anos. E hoje, nós queremos dar o nosso contributo para que tal conquista possa repetir-se”, salientou o proponente.
Na intervenção final, Pedro Rupio sintetizou o posicionamento dos proponentes: “Neste momento é só um nome, uma ideia. Cabe ao Partido, em diálogo com as suas estruturas no estrangeiro, decidir se quer que esta ideia se transforme numa realidade”, disse. ■




