“Queremos que cada mulher que participe saia com mais informação, mais rede, mais confiança – e a certeza de que não está sozinha”

Sónia Silva é empreendedora social e presidente da Fundação “For Women By Women” (FWBW), sediada na Guiné-Bissau, liderando programas de capacitação e liderança feminina com alcance lusófono e transatlântico; a entidade que lidera é parceira do projeto “Ellas e a Língua Portuguesa”, com sede em São Paulo, no Brasil

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Sónia Silva. Foto: divulgação
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A comunidade lusófona em São Paulo, cidade que acolhe um dos maiores postos consulares da diáspora portuguesa, vive uma nova fase de mobilização e empoderamento feminino com a chegada do projeto “Ellas e a Língua Portuguesa”. 

A iniciativa, fundada e coordenada por Juliana Torres Martins e Thais Jurema e desenvolvida em parceria com a Fundação “For Women By Women”, liderada por Sónia Silva, surge com o objetivo de “criar vínculos de afeto, fortalecer redes de apoio e promover a inclusão social e económica das mulheres”. Voltado para portuguesas, brasileiras e mulheres de outros países da CPLP, o projeto aposta em encontros regulares, mentorias e programas de capacitação, aproximando a comunidade lusófona e abrindo caminhos para liderança e autonomia feminina.

Sónia Silva, 45 anos, vive nos Estados Unidos e é natural de Lisboa, com raízes guineenses, portuguesas e cabo-verdianas. Filha de três mundos, dedica-se a liderar a visão estratégica da Fundação FWBW e a desenvolver iniciativas de capacitação, inclusão e liderança feminina.

Em entrevista à Agência Incomparáveis, Sónia Silva fala sobre a criação do projeto, a parceria com a FWBW e os resultados que pretende alcançar para a comunidade lusófona em São Paulo e além.

Esta parceria não é simbólica, é estrutural. Liga o Brasil, Portugal e os países da CPLP numa rede onde partilhamos o idioma, mas também os desafios e as oportunidades. O impacto é triplo: mais capital social e conexões qualificadas; transferência real de conhecimento e metodologias testadas em contexto; e uma representatividade mais ampla, mais diversa, mais poderosa. O que estamos a construir pode tornar-se uma rede de redes com mentorias cruzadas, projetos conjuntos e impacto que atravessa o Atlântico”, disse Sónia Silva, que sublinhou que a iniciativa tem “uma dimensão que importa nomear: é também uma parceria com propósito ESG no centro”.

“A ligação entre o “Ellas” e a FWBW materializa exatamente o que os critérios ESG exigem na componente social, investimento em capital humano feminino, redução de desigualdades, promoção de inclusão económica e fortalecimento de comunidades vulneráveis. Não como relatório. Como prática. Para empresas e organizações que operam no espaço lusófono, em Portugal, no Brasil ou em África, associar-se a esta iniciativa é uma forma concreta de traduzir compromissos ESG em impacto real e mensurável: mulheres com mais acesso, mais rede, mais autonomia, frisou.

Para esta responsável, a FWBW traz para esta parceria “metodologias testadas em contexto africano e lusófono, experiência em inclusão digital e liderança comunitária, e uma rede transatlântica que amplifica o alcance do “Ellas” muito além de São Paulo”.

“O resultado é uma rede de redes com impacto que atravessa o Atlântico e credibilidade para atrair parceiros que levam a sério a agenda de género e desenvolvimento, destacou.

Sobre os resultados que pretende alcançar, Sónia Silva é enfática.

“Uma comunidade ativa de mulheres lusófonas em São Paulo, com encontros regulares e participação crescente. Uma rede de apoio real, com acesso a mentoras, referências e recursos práticos. Maior literacia de direitos, menos isolamento, mais caminhos. Autonomia e liderança reforçadas em empregabilidade, finanças, comunicação e presença pública. E articulação CPLP viva, com iniciativas conjuntas entre Brasil e países lusófonos. Acima de tudo, queremos que cada mulher que participe saia com mais informação, mais rede, mais confiança – e a certeza de que não está sozinha”, finalizou Sónia Silva.

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