
Andrea Francomano, criadora da “Apometria Sistémica e da Mesa Radiónica Acessus”, será uma das palestrantes selecionadas da segunda edição em Portugal do Congresso Internacional Metamorfose da Alma, que acontece nos dias 18 e 19 de abril no Seminário Torre d’Aguilha, em Lisboa. Um evento liderado por Tati Pinheiro e que reunirá especialistas ligados ao desenvolvimento humano, autoconhecimento e práticas integrativas, integrando momentos de partilha e experiências sensoriais dirigidas ao público.
Aos 54 anos, Andrea Francomano promete apresentar ao público o tema “Apometria Sistêmica e o Espírito que se repete: reencarnação sistêmica e o retorno da consciência”, como forma de “despertar” os participantes. Para esta especialista, “vivemos uma época em que a espiritualidade se expandiu em linguagem, mas nem sempre em discernimento”, razão pela qual “considero eventos como este uma oportunidade rara, onde se pode restabelecer o diálogo entre conhecimento, experiência e responsabilidade”.
Elogiada por Tati Pinheiro pelo seu currículo e experiência, Andrea Francomano, que nasceu em São Paulo, Brasil, e reside em São José dos Campos, um dos principais polos tecnológicos e científicos do maior país da América do Sul, explicou, em entrevista à nossa reportagem, as suas motivações ao escolher Portugal para promover e passar a mensagem em relação ao seu trabalho no campo espiritual. Andrea revelou também detalhes da “Turnê Internacional Voz às Consciências”, agenda que realizará em paralelo por cidades como Porto, Lisboa e Braga.
Que expectativas leva para a sua participação na segunda edição do Congresso Internacional Metamorfose da Alma, que regressa a Lisboa após uma primeira edição marcada por forte adesão do público e consolidação internacional do projeto?
Levo, sobretudo, a expectativa de participar de um encontro que resgata algo essencial ao desenvolvimento humano: a possibilidade de refletir profundamente sobre a consciência sem reduzi-la nem ao materialismo estrito, nem ao misticismo superficial. Vivemos uma época em que a espiritualidade se expandiu em linguagem, mas nem sempre em discernimento. Por isso, considero eventos como este uma oportunidade rara, onde se pode restabelecer o diálogo entre conhecimento, experiência e responsabilidade. Como diria Helena Blavatsky, o verdadeiro progresso espiritual não consiste em acumular crenças, mas em ampliar a compreensão da própria natureza interior. É nesse espírito que participo deste congresso.
Qual a sua imagem em relação à relevância do evento?
Vejo o Congresso Metamorfose da Alma como um espaço de convergência entre pessoas que já ultrapassaram a fase da busca ingênua e desejam compreender a consciência com maior maturidade. Ele não se configura apenas como um evento informativo, mas como um campo de encontro entre trajetórias humanas. Um lugar onde diferentes visões podem dialogar, não para competir entre si, mas para ampliar o entendimento do que significa evoluir em consciência. É um tipo de ambiente que favorece aquilo que a tradição esotérica sempre destacou: a fraternidade intelectual, onde a verdade é buscada de forma coletiva e responsável.
Que tema irá abordar na sua intervenção e de que forma esse conteúdo se articula com os pilares do congresso?
Na minha intervenção abordarei o tema “Apometria Sistêmica e o Espírito que se repete: reencarnação sistêmica e o retorno da consciência”. A proposta não é discutir reencarnação como crença, mas como princípio de continuidade da consciência. A ideia central é que aquilo que não é compreendido tende a retornar, não como punição, mas como oportunidade de assimilação. A consciência, nesse sentido, não se reinicia a cada experiência. Ela se desenvolve em um percurso contínuo, registrando impressões, padrões e conflitos que influenciam escolhas, relações e direções de vida. Esse olhar amplia o autoconhecimento, pois desloca a busca das causas imediatas para a compreensão da responsabilidade consciente diante das repetições internas. Como ensinado por Filósofos, Espiritualistas, Teosóficos, a evolução não ocorre por milagres, mas pelo gradual despertar da consciência para a lei de causa e efeito que governa o próprio ser.
Qual considera ser a importância de um encontro presencial, com vagas limitadas, como este, num contexto global cada vez mais digital?
O encontro presencial possui uma qualidade insubstituível: a criação de um campo vivo de presença. A consciência não se desenvolve apenas pela informação, mas pela experiência direta e pela interação humana. Quando pessoas se reúnem com uma intenção comum, estabelece-se um ambiente que favorece a escuta profunda, a reflexão e a assimilação real do conhecimento. Num mundo cada vez mais acelerado, esses espaços tornam-se verdadeiros pontos de ancoragem, onde se pode restaurar algo essencial: o tempo necessário para compreender a si mesmo.
Para além da sua presença no congresso, está prevista alguma agenda paralela em Portugal?
Sim. A participação no congresso integra uma agenda mais ampla em Portugal, que faz parte da “Turnê Internacional Voz às Consciências”. Durante esse período realizarei um encontro presencial de aprofundamento sobre o tema “Somos herdeiros de nós mesmos”, abordando a continuidade da consciência e sua influência nos padrões da vida atual. Apresentarei também o monólogo “Voz às Consciências”, uma experiência teatral simbólica que nasceu da provocação de levarmos ao palco uma sessão de terapia energética. Este monólogo propõe uma reflexão profunda sobre a estrutura psíquica e espiritual do ser humano, por meio da manifestação de três arquétipos: Elena, que representa a consciência racional e o ego estruturante; Porteira, que simboliza a função guardiã do campo e a responsabilidade diante das escolhas; e Vó Maria, arquétipo da sabedoria ancestral e da memória profunda da consciência. Não se trata de uma peça teatral convencional, mas de uma vivência simbólica, onde a linguagem artística é utilizada como veículo para provocar reflexão e ampliação do olhar sobre o processo evolutivo espiritual humano. Além disso, realizarei a formação internacional de operadores da Mesa Radiônica ACESSUS, voltada à capacitação estruturada de profissionais na área do campo energético, terapeutas e pessoas que desejam uma ferramenta clara e precisa para iniciar nessa área. Esta formação é o eixo central do trabalho que desenvolvo há anos. Trata-se de uma capacitação estruturada voltada à organização do campo energético e psíquico com método, clareza e responsabilidade. A Mesa Radiônica ACESSUS permite identificar padrões profundos que sustentam bloqueios e repetições, preparando operadores para atuar com segurança e autonomia profissional.
Por fim, o que o público pode esperar da sua participação no congresso e na agenda seguinte?
O público pode esperar uma abordagem clara, reflexiva e fundamentada. Não busco oferecer respostas prontas, mas contribuir para ampliar a compreensão sobre a natureza da consciência, suas repetições e a responsabilidade individual no processo evolutivo. A proposta é convidar cada pessoa a perceber que a verdadeira transformação não ocorre por intervenção externa, mas pelo despertar gradual para aquilo que, dentro de si, ainda permanece inconsciente. Como afirmava Socrates, o maior mistério não está no universo, mas no próprio ser humano que ainda não se conhece plenamente. ■




