“Viver no interior deixou de ser sinónimo de afastamento económico e passou a representar uma escolha racional”

Consultor imobiliário António Carlos, que atua desde a Covilhã, defende que viver na região Centro de Portugal é hoje uma oportunidade; custos mais baixos, incentivos locais e valorização regional reforçam movimento de compra fora das áreas metropolitanas

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Vista da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, região do interior de Portugal que tem registado aumento na procura por imóveis. Foto: divulgação
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O aumento dos preços de arrendamento em Portugal tem reforçado o interesse pela compra de imóveis no Interior do país, onde os valores permanecem inferiores aos praticados nas áreas metropolitanas e há perspetiva de valorização.

Em setembro de 2025, o custo mediano nacional do arrendamento atingiu 16,9 euros por metro quadrado (m²), alta de 4,1% em relação ao ano anterior, segundo o portal Idealista.

Lisboa (22,5 euros/m²) e Porto (18,1 euros/m²) concentram os preços mais elevados, enquanto distritos do interior registraram aumentos expressivos: Castelo Branco (27,5%), Viana do Castelo (23,8%) e Vila Real (23%).

Para o consultor imobiliário António Carlos, da Covilhã, o movimento reflete uma mudança estrutural.

“Viver no interior deixou de ser sinónimo de afastamento económico e passou a representar uma escolha racional”, afirmou. Segundo ele, custos de habitação e serviços mais baixos permitem maior eficiência financeira a famílias e investidores.

O consultor destaca ainda que municípios do Interior oferecem incentivos fiscais e programas de apoio ao investimento, contam com expansão da infraestrutura digital, favorecendo o trabalho remoto e a descentralização produtiva.

“O custo de compra ainda é significativamente menor do que em Lisboa ou no Porto, o que cria oportunidade para quem busca imóvel para moradia ou investimento”, disse.

Em distritos como Viseu (7,7 euros/m²), Bragança (7,1 euros/m²) e Castelo Branco (8,5 euros/m²), os valores de arrendamento permanecem abaixo da média nacional.  ■

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