Infelizmente, não se sabe em qual local ou data o vinho pode ter sido feito ou originado pela primeira vez, no entanto, a bebida sempre esteve presente na vida do homem desde as primeiras civilizações.
Na Geórgia, região do Cáucaso, foram encontradas as mais antigas vinhas cultivadas no mundo, e datam da Idade da Pedra.
Cientistas acreditam que essas podem ser os primeiros vestígios de viticultura, ou seja, de um plantio feito pelo homem.
É provável que os vinhos também tenham surgido nesse período, mesmo que alguns equipamentos vitícolas tenham sido encontrados, e as primeiras prensas, na Arménia em 4000 a.C.
Os arqueólogos aceitam o acúmulo de sementes de uva, como uma evidência, pelo menos, de probabilidade da elaboração de vinhos, e foi também na Geórgia que as mais antigas sementes de uva cultivadas foram descobertas.
As descobertas continuam a desbravar o nosso conhecimento sobre a origem do “licor dos deuses” e nos propõem reescrever as mais diversas teorias, mas uma “máxima” se mantem, quando nos debruçamos sobre esses dados, e que nos remete á eterna questão: quem surgiu primeiro?
A Raiz ou a Grainha?
O ovo ou a Galinha?
Esta é a aventura da Enologia, sempre em evolução de conteúdo, como que uma mesma taça, que, durante a sua utilização, se serve das mais diversas uvas. ■
João Carlos Farrapa
Petit Sommelier, empresário, apresentador do programa “Uvas e Personalidades”
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