
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, e o responsável do partido para as Comunidades, deputado Paulo Pisco, reuniram com representantes da diáspora portuguesa de vários países para discutir o futuro da relação entre Portugal e as comunidades no estrangeiro.
Do encontro nasceu a proposta de criação de um Conselho Estratégico para a Diáspora, uma estrutura inovadora destinada a promover uma reflexão alargada sobre o presente e o futuro das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.
A reunião juntou portugueses residentes em diferentes países que desenvolvem a sua atividade em áreas diversas, como a cultura, ciência, política, administração pública, empreendedorismo e investigação académica.
Entre os participantes encontravam-se também historiadores, sociólogos e especialistas na área das migrações, bem como representantes da diáspora não militantes do partido, numa tentativa de alargar o debate a diferentes sensibilidades e experiências da comunidade portuguesa no exterior.
Neste sentido, a iniciativa do PS pretende ir além dos temas tradicionalmente associados às comunidades portuguesas, como o atendimento consular, o ensino da língua portuguesa ou o movimento associativo.
Embora continuem a ser áreas relevantes, os participantes consideram que já não esgotam a realidade atual da diáspora portuguesa.
Durante a reunião foi sublinhado que as comunidades portuguesas no estrangeiro são hoje muito mais diversas, já que integram profissionais das áreas da ciência, da cultura, da economia e da diplomacia, bem como jovens, lusodescendentes, mulheres e cidadãos seniores.
Entre os temas discutidos estiveram a criação de redes entre portugueses no estrangeiro e o papel das comunidades na internacionalização da economia portuguesa, bem como a diplomacia cultural e científica e as expectativas de eventual regresso a Portugal por parte de muitos emigrantes.
Outro ponto abordado foi a preocupação com o impacto do crescimento da extrema-direita em vários países. Segundo os participantes, este fenómeno pode ter consequências tanto nas comunidades emigrantes como no próprio contexto político português.
Também foi destacado o potencial da diáspora para reforçar a internacionalização das micro e pequenas empresas portuguesas. Esse contributo poderá ser reforçado através da cooperação entre portugueses que ocupam posições de destaque no estrangeiro e as instituições nacionais.
No encerramento do encontro, José Luís Carneiro defendeu a importância de reforçar o prestígio internacional de Portugal através da projeção da língua, da cultura e da ciência portuguesas.
O líder socialista sublinhou ainda a necessidade de apostar num modelo de desenvolvimento baseado no conhecimento e na inovação tecnológica.
Já Paulo Pisco recorreu às redes sociais para classificar a reunião como “muito frutuosa”, sublinhando que deste encontro deverá nascer um inovador Conselho Estratégico para a Diáspora.
Segundo o responsável do partido para as Comunidades, a reunião demonstrou também a necessidade de mudar profundamente a relação entre Portugal e os portugueses que vivem fora do país, para que todos possam ser envolvidos nos destinos nacionais.
Deste modo, o futuro Conselho Estratégico para a Diáspora deverá funcionar como um espaço permanente de reflexão e proposta, visando reunir contributos de portugueses espalhados pelo mundo e reforçar o papel das comunidades como parte integrante do desenvolvimento e da projeção internacional de Portugal. ■




