Portugal: Federação das Associações da Diáspora vai anunciar rede de “mandatários internacionais” durante encontro em Viseu

Evento reunirá dirigentes associativos de vários países, em agosto, para debater cooperação entre comunidades portuguesas no mundo e apresentar nova estrutura de representantes da federação na diáspora

Da esquerda para a direita: João Paulo Rocha, Fernando Cabaço, Emídio Sousa e José Ernesto Silva. Foto: divulgação
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A cidade de Viseu recebe, nos dias 8 e 9 de agosto, o 4.º Encontro de Dirigentes Associativos da Diáspora, uma iniciativa promovida pela Federação das Associações da Diáspora (FAD) que reunirá líderes de associações portuguesas de vários países para “discutir o futuro do associativismo emigrante, fortalecer redes de cooperação e apresentar as linhas de trabalho da nova direção da federação”.

A realização do encontro e a criação da figura dos mandatários da federação em diferentes países foram anunciadas durante recente reunião entre dirigentes da FAD e o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, em Lisboa. No encontro participaram o presidente da Assembleia Geral da federação, José Ernesto Silva, o presidente da direção, Fernando Cabaço, e o primeiro secretário da organização, João Paulo Rocha.

Entre as novidades apresentadas está a criação de uma rede de mandatários internacionais, que terão a função de “representar a federação junto das associações portuguesas nos vários países e incentivar a sua adesão à organização”.

Em entrevista à Agência Incomparáveis, o presidente da direção da FAD, Fernando Cabaço, residente em Palma de Maiorca, Espanha, explicou que “a iniciativa pretende reforçar a capacidade de representação da federação e melhorar a articulação entre as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo”.

Segundo o dirigente, o encontro em Viseu servirá também para apresentar a nova direção e o seu programa de trabalho.

“Vamos apresentar a nova direção, o seu programa de trabalho e proceder à nomeação de vários mandatários em diversas regiões do mundo onde existem comunidades portuguesas da diáspora”, afirmou.

Fernando Cabaço sublinhou ainda que a criação destes representantes pretende reforçar a capacidade de interlocução da federação com as instituições portuguesas e com as próprias comunidades. De acordo com este responsável, a existência de uma estrutura federativa mais forte permitirá evitar a dispersão de vozes e facilitar o diálogo institucional sobre os principais problemas das comunidades portuguesas no estrangeiro, entre os quais “o direito de voto dos emigrantes, o financiamento das associações e o fortalecimento das redes da diáspora”.

Cabaço acrescentou que um dos objetivos da federação é incentivar uma maior cooperação entre associações.

“Aquilo que pretendemos é precisamente derrubar os muros que muitas vezes existem entre as associações, para que todas possam cooperar na melhoria das condições dos nossos emigrantes espalhados pela diáspora”, destacou, sublinhando que “já existem alguns nomes identificados para assumir funções de mandatários em vários países, incluindo França, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Reino Unido”.

Programa diversificado

O encontro terá início na Confraria de Sabores e Saberes da Beira Grão Vasco, Viseu, no sábado, 8 de agosto, com a receção oficial dos participantes, seguida da sessão de abertura e da apresentação dos atuais órgãos dirigentes da Federação das Associações da Diáspora.

Durante a manhã serão apresentados os principais projetos da federação, bem como iniciativas desenvolvidas junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, com destaque para ações de cooperação cultural, institucional e associativa.

Ao longo do dia estão previstos momentos de debate e intervenção dos dirigentes presentes, permitindo a partilha de experiências entre associações de diferentes países e a discussão de estratégias para reforçar o associativismo na diáspora.

Entre os temas em análise estarão o papel das associações na preservação da língua e da cultura portuguesas, os desafios enfrentados pelas comunidades emigrantes e a necessidade de fortalecer a cooperação entre organizações representativas das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

O programa inclui ainda a discussão de propostas para o futuro da federação, nomeadamente a realização de novos encontros internacionais de dirigentes associativos, a consolidação da rede de mandatários em vários países e o desenvolvimento de projetos conjuntos entre associações.

Os trabalhos prosseguem no domingo, 9 de agosto, com a apresentação das conclusões do encontro e a definição de algumas linhas estratégicas para o reforço da cooperação entre associações da diáspora.

O evento termina com um momento de convívio entre os participantes, simbolizando o compromisso comum de fortalecer as redes associativas e promover a cultura portuguesa junto das comunidades espalhadas pelo mundo.  ■

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