Novo presidente da Academia do Bacalhau de Brasília promete “gestão marcada pelo dinamismo, pela organização e por um forte compromisso com a comunidade”

Luís Miguel Silva, que é também conselheiro consultivo da Secção Consular da Embaixada de Portugal no Brasil, quer estruturar a entidade para valorizar a ligação à sociedade luso-brasileira

Luís Miguel, presidente da Academia do Bacalhau de Brasília. Silva Foto: divulgação
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A comunidade portuguesa em Brasília atravessa uma nova fase de reorganização associativa com a liderança de Luís Miguel Silva, empresário português de 47 anos, nascido no distrito de Aveiro, que residiu em Portugal até 2017 e, desde então, vive na capital brasileira. 

Pai, empresário e conselheiro consultivo da Secção Consular da Embaixada de Portugal, Luís Silva assumiu, em fevereiro de 2026, o cargo de presidente da Academia do Bacalhau de Brasília, com a missão de “revitalizar a instituição” e “reforçar os laços culturais, sociais e solidários entre portugueses, luso-descendentes e amigos de Portugal no Brasil”.

A Academia do Bacalhau de Brasília, ligada ao movimento internacional das Academias do Bacalhau, procura afirmar-se como um espaço de encontro e convívio da comunidade, promovendo eventos gastronómicos, culturais e ações filantrópicas que valorizem a tradição portuguesa e fortaleçam a identidade lusófona na capital brasileira. Em entrevista à Agência Incomparáveis, Luís Miguel Silva fala sobre os desafios da Academia, os projetos que pretende implementar e a importância de tornar a entidade uma referência de dinamismo, cultura e solidariedade junto da comunidade luso-brasileira.

Qual é a missão atual da Academia do Bacalhau de Brasília e de que forma a entidade está organizada no plano institucional e associativo?

Atualmente, a Academia do Bacalhau de Brasília é uma referência no movimento associativo da comunidade portuguesa, mas ainda não é uma associação instituída de forma legal. Na minha gestão pretendo criar essa associação e pretendo promover a cultura e a tradição portuguesa através de encontros gastronómicos, eventos culturais e convívios entre membros da comunidade luso-brasileira, fortalecer a comunidade atuando como um espaço de encontro entre portugueses, luso-descendentes e amigos de Portugal em Brasília, fomentando laços de amizade, identidade cultural e cooperação entre os seus membros e resgatar ações solidárias e filantrópicas angariando fundos destinados a causas sociais e beneficentes, apoiando instituições ou pessoas em situação de necessidade.

Onde está localizada a Academia e como se articula com a comunidade portuguesa e lusodescendente no Distrito Federal e nos estados vizinhos?

Nunca tivemos sede. A “localização” fica sempre com o presidente. Até ao momento articulávamo-nos através de mensagens, ora por e-mails, ora por WhatsApp, ora por Facebook, e atualmente, além desses também já criei o nosso site www.abbrasilia.com.br e a nossa página no instagram, em: @academiadobacalhaubrasilia ambos ainda em desenvolvimento.

Que projetos têm sido desenvolvidos nos últimos anos e quais os principais beneficiários dessas iniciativas?

Nos últimos anos a Academia ficou muito parada, perdeu o seu dinamismo, mas creio que sempre tivemos como projetos organizar jantares de confraternização e integração com a comunidade portuguesa e simpatizantes. Eventualmente, fizemos alguma ação beneficente, mas, como referi anteriormente, é o meu objetivo atuar e evidenciar a ação solidária e filantrópica e de fortalecimento da comunidade.

De que forma a Academia preserva as tradições portuguesas e promove a cultura lusófona no contexto brasileiro?

A Academia promoveu a cultura lusófona principalmente nos jantares. Foram feitos jantares temáticos por região, com vídeos e fotos. Foram estimulados os eventos na Embaixada, principalmente jogos da seleção portuguesa.

Como é feita a ligação com as autoridades locais brasileiras e com as representações diplomáticas de Portugal em Brasília?

Sempre por iniciativa do presidente da Academia, com a ajuda do quadro da Embaixada.

Que tipo de articulação existe com outras Academias do Bacalhau no Brasil e no exterior, e como se materializa essa cooperação?

Até onde consta, não existe outra academia no Brasil. Todas fecharam. Com as do exterior, há um grupo de WhatsApp onde falamos diariamente sobre os mais diversos assuntos que envolvem as Academias.

O que os associados e a sociedade luso-brasileira podem esperar da sua gestão?

A sociedade luso-brasileira pode esperar uma gestão marcada pelo dinamismo, pela organização e por um forte compromisso com a comunidade. Como referi anteriormente, a Academia do Bacalhau de Brasília ainda não se encontra formalmente constituída do ponto de vista jurídico e, por essa razão, não possui atualmente associados. Esse cenário irá mudar durante a minha gestão. Já demos início ao processo de elaboração dos estatutos, à definição de uma estrutura organizacional sólida e à formalização institucional da Academia. Paralelamente, estamos a trabalhar na criação dos nossos canais oficiais de comunicação, incluindo um website e uma presença ativa no Instagram, com o objetivo de aproximar ainda mais a Academia da comunidade e dar maior visibilidade às suas iniciativas. Enquanto português profundamente ligado à comunidade em Brasília, assumo também o compromisso de fortalecer os laços entre portugueses, luso-descendentes e amigos de Portugal, promovendo iniciativas que valorizem a nossa cultura, o espírito de amizade e, sobretudo, a vertente solidária que sempre caracterizou as Academias do Bacalhau. O nosso objetivo é claro: construir uma Academia mais estruturada, mais participativa e mais relevante, capaz de honrar a tradição das Academias do Bacalhau e de desempenhar um papel ativo na vida da comunidade luso-brasileira.

Que projetos tem em mente?

Temos vários projetos em mente, todos com o objetivo de fortalecer a presença e a relevância da Academia do Bacalhau de Brasília na comunidade luso-brasileira. Um dos primeiros passos será a formalização institucional da Academia, através da criação dos estatutos e da definição de uma estrutura organizacional sólida que permita o crescimento sustentável da entidade. Paralelamente, pretendemos reforçar a nossa presença junto da comunidade através da criação de canais de comunicação próprios, como um website e redes sociais, que permitam divulgar as nossas atividades, aproximar pessoas e dar maior visibilidade ao trabalho da Academia.

Outro eixo fundamental será a promoção de eventos culturais, gastronómicos e de convívio, que valorizem a tradição portuguesa e reforcem os laços entre portugueses, luso-descendentes e amigos de Portugal em Brasília. Por fim, queremos fortalecer também a dimensão solidária da Academia, promovendo iniciativas de apoio social e ações de beneficência, em linha com o espírito que sempre caracterizou as Academias do Bacalhau em todo o mundo.

Quais são os principais desafios enfrentados atualmente pela Academia e que metas estratégicas estão definidas para os próximos anos?

Um dos principais desafios que a Academia do Bacalhau de Brasília enfrenta atualmente prende-se com a necessidade de revitalização institucional. Ao longo dos últimos anos, por diferentes circunstâncias, a Academia acabou por atravessar um período de menor atividade, o que naturalmente criou a necessidade de lhe dar um novo impulso. É precisamente esse o espírito desta nova fase: devolver dinamismo à Academia, reorganizar a sua estrutura e dar-lhe um verdadeiro sopro de vida, para que possa voltar a desempenhar plenamente o papel que lhe cabe na comunidade luso-brasileira. Nesse sentido, uma das nossas prioridades estratégicas passa pela formalização institucional da Academia, através da criação dos estatutos, da definição de uma estrutura organizacional sólida e da criação de mecanismos que permitam uma maior participação da comunidade. Paralelamente, queremos reforçar a visibilidade e a relevância da Academia junto da comunidade portuguesa em Brasília, aproximando portugueses, luso-descendentes e amigos de Portugal das nossas iniciativas. Para os próximos anos, a nossa meta é clara: transformar a Academia do Bacalhau de Brasília numa instituição ativa, organizada e presente na vida da comunidade, promovendo convívio, cultura, tradição e, sobretudo, o espírito solidário que sempre caracterizou as Academias do Bacalhau em todo o mundo.

Por fim, quem é Luís Silva?

Luís Silva é, antes de tudo, um português profundamente ligado às suas raízes e à sua comunidade. Nasci em Aveiro e vivi em Portugal até aos 40 anos, trazendo comigo um forte sentido de identidade, de tradição e de responsabilidade para com a cultura portuguesa. Hoje, vivo em Brasília, onde tenho procurado contribuir ativamente para a comunidade luso-brasileira, seja através da minha atividade empresarial na área da gastronomia portuguesa, seja através do envolvimento em iniciativas associativas e culturais. Acredito muito no poder da comunidade, da amizade e da preservação das nossas tradições. É precisamente esse espírito que procuro levar para a Academia do Bacalhau de Brasília: um espaço de encontro, de partilha, de cultura e também de solidariedade. Acima de tudo, sou alguém que acredita que as comunidades se constroem com proximidade, trabalho e vontade de fazer acontecer.   ■

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