A RDP África, a partir de agora RTP África, celebrou ontem, dia 1 de abril, o seu 30.º aniversário com um conjunto de iniciativas em Lisboa, incluindo emissões especiais, conferências e eventos culturais, envolvendo várias figuras institucionais, culturais e do meio radiofónico.
As comemorações arrancaram com uma emissão especial em direto da estação de metro do Cais do Sodré, entre as 06h00 e as 09h30, levando a rádio para o espaço público com música, entrevistas, reportagens e ligações às capitais africanas. A iniciativa teve como objetivo aproximar a estação dos ouvintes e celebrar três décadas de emissão contínua.
Ao longo do dia, as iniciativas prosseguiram na Fundação Calouste Gulbenkian, onde decorreu a cerimónia oficial dos 30 anos, com a presença do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, e do presidente do Conselho de Administração da RTP, Nicolau Santos.
Durante a manhã realizou-se a conferência “Caminhos de Transformação”, dedicada aos desafios e oportunidades do desenvolvimento sustentável em África, moderada pela jornalista Paula Borges, seguindo-se uma edição ao vivo do programa “Debate Africano”, conduzida pelo jornalista António Simões, centrada no tema “Os Imaginários e Desafios da Comunicação em África”.
Ainda na Fundação foi inaugurada uma exposição multimédia que revisita os 30 anos da rádio, reunindo fotografias e vídeos inéditos de diversos protagonistas que marcaram o percurso da estação.
Durante a tarde, destacou-se uma conversa entre a cantora Selma Uamusse e a escritora Ana Paula Tavares, distinguida com o Prémio Camões 2025, seguindo-se a conferência “1996-2026 – Da Independência da Escrita à Escrita de Identidades”, moderada pela jornalista Fernanda Almeida, dedicada à diversidade da escrita em língua portuguesa.
O encerramento das comemorações aconteceu no espaço 8 Marvila, com o evento “Kizomba na Rua”, que juntou atuações de vários artistas, entre os quais Mikas Cabral, Irmãos Verdades, Bill Lima, Blacka, Otis, Thanya e KP.
Para o subdiretor da RTP África, Nuno Sardinha, estas comemorações assinalam “um novo tempo na nossa história”, destacando a partilha de identidade com a televisão e o digital, sem perder a proximidade com os ouvintes.
O responsável reforçou ainda o compromisso da estação em continuar a ser “uma rádio de todos e para todos”, acompanhando a afirmação do continente africano e das comunidades lusófonas. ■





