Funcex apoia aposta portuguesa como plataforma de atração de investimento da diáspora

Presidente da Fundação de Comércio Exterior e Relações Interna destaca eixo Portugal-Brasil-Mercosul e valoriza modelo do Fórum “Portugal Nação Global” na mobilização das comunidades portuguesas e de capitais estrangeiros

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Ao todo, mais de 800 participantes estiveram presentes nos dois dias de evento, 29 e 30 de abril em Lisboa. Foto: Agência Incomparáveis
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A Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Funcex), com sede no Brasil, enquadra a primeira edição do Fórum “Portugal Nação Global”, organizada pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, no final de abril, como um “sinal de reposicionamento estratégico de Portugal na economia internacional”, valorizando o modelo centrado na “mobilização da diáspora e na captação de investimento estrangeiro”. Ainda que não tenha participado no encontro realizado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a entidade acompanha a evolução das relações económicas entre Portugal e Brasil através da sua estrutura internacional, com destaque para a Funcex Europa.

Em declarações à nossa reportagem, o presidente da Funcex, António Carlos da Silveira Pinheiro, enquadra este movimento como parte de uma estratégia mais ampla de internacionalização.

“O modelo apresentado pelo governo de Portugal no Fórum, que visa atrair investimento estrangeiro, com foco na sua diáspora, vai ao encontro daquilo que defendemos: uma ligação estruturada entre Estado, empresas e diáspora, capaz de gerar investimento e presença internacional”, afirmou este responsável brasileiro.

Na leitura da Funcex, que a foi a primeira Fundação brasileira a ter autorização do governo do Brasil para se internacionalizar, “o reforço da ligação entre Portugal e as comunidades portuguesas no exterior, bem como a aproximação a investidores brasileiros, insere-se numa lógica de internacionalização económica estruturada”.

“Portugal tem condições para se afirmar como plataforma de entrada qualificada na Europa para empresas brasileiras, ao mesmo tempo que reforça a sua ligação ao Brasil e ao Mercosul”, acrescentou António Carlos da Silveira Pinheiro.

Segundo apurámos, a Fundação tem vindo a apostar no encaminhamento de investimento para Portugal, posicionando o país como ponto de convergência entre Europa, América Latina e países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

“Temos trabalhado ativamente para levar investimento para Portugal, criando pontes concretas entre empresas e mercados”, referiu o presidente da Funcex, que sublinhou que o atual cenário internacional, marcado pela “reconfiguração das cadeias de valor e pela procura de novos mercados”, cria “condições para intensificar a presença de empresas brasileiras em território português”, sobretudo em áreas como “energia, tecnologia, serviços e inovação”. Em sentido inverso, identifica oportunidades para empresas portuguesas expandirem a sua atividade no Brasil e no Mercosul.

A Funcex destaca ainda o papel da diáspora portuguesa e luso-brasileira como elemento estruturante deste processo.

“A diáspora é um ativo estratégico, porque conhece os mercados, compreende as culturas e facilita a criação de negócios e parcerias”, explicou António Carlos da Silveira Pinheiro.

Neste enquadramento, as comunidades portuguesas nos países da CPLP, por exemplo, assumem uma função relevante na dinamização de redes económicas e na circulação de capital e conhecimento, reforçando a presença internacional de Portugal.

A atuação da Funcex Europa tem sido orientada para consolidar este ecossistema, promovendo “ligações institucionais e empresariais entre Portugal, Brasil, Mercosul e mercados emergentes”. À nossa reportagem, a Fundação defendeu que a “continuidade deste posicionamento exige políticas de atração de investimento, simplificação administrativa e instrumentos financeiros adequados”.

O Fórum “Portugal Nação Global” evidenciou uma tendência de valorização da diáspora como ativo económico, alinhada com a estratégia da Funcex, que aposta na internacionalização como motor de crescimento e na construção de redes globais com Portugal no centro das ligações entre Europa, Brasil, Mercosul e CPLP.

Ao todo, mais de 800 participantes estiveram presentes nos dois dias de evento, 29 e 30 de abril em Lisboa. ■

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