Porto: Andrea Francomano apresentou “Voz às Consciências” com casa cheia

Monólogo no Teatro Sá da Bandeira reuniu público luso-brasileiro e marcou nova etapa da agenda inédita desta terapeuta em Portugal, que segue agora para Lisboa

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Andrea Francomano, especialista em “Apometria Sistémica" e "Mesa Radiónica Acessus". Fotos: Rafael Marques/divulgação
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A terapeuta brasileira Andrea Francomano apresentou, no último dia 3 de maio, o monólogo “Voz às Consciências” no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, com lotação esgotada. A sessão foi marcada pela presença de um público interessado e pela interação direta com a protagonista ao longo da apresentação.

Após o espetáculo, Andrea Francomano indicou que a sessão atingiu os objetivos definidos.

“O monólogo superou as expetativas de público e marcou de forma contundente a sua estreia em solo português. Reunindo uma plateia luso-brasileira calorosa, atenta e profundamente conectada à experiência, a apresentação foi recebida com entusiasmo, escuta genuína e um carinho que atravessou o palco do início ao fim”, disse Andrea, que sublinhou ter sido “acolhida com afeto pelos portugueses no Porto, em uma receção que transformou a noite em algo maior do que uma apresentação teatral”.

Ao final, o encontro seguiu em clima de celebração, troca e confraternização, confirmando que o que se viveu ali não foi apenas um espetáculo, mas uma experiência de presença partilhada.

“Foi uma noite muito maior do que eu imaginei. Fui recebida com um carinho imenso pelos
portugueses, com uma abertura linda, uma escuta verdadeira, uma presença rara. O que
aconteceu ali foi profundo. O público não estava apenas assistindo, estava inteiro. Estava
dentro. Havia atenção, entrega, emoção e uma disponibilidade muito sincera para viver aquela travessia comigo. Foi uma experiência forte, emocionante e absolutamente inesquecível”, afirmou Andrea.

Foto: Rafael Marques

Ao longo da apresentação, o público reagiu com “intensidade às três consciências que
estruturam o monólogo. Helena abriu a travessia com a força cortante de sua lucidez. As suas falas provocaram silêncio, tensão e impacto imediato. A densidade filosófica da sua presença atravessou a plateia com força, impondo reflexão e desconforto na medida exata.
Na entrada de Porteira, a atmosfera mudou. O teatro ganhou ritmo, riso, calor e movimento. A sua presença firme, direta e espirituosa trouxe uma alegria contagiante que arrancou gargalhadas, reconhecimento e cumplicidade do público, sem perder a potência do confronto. Mas foi com Vó Maria que a noite encontrou o seu ponto mais sensível. A sua presença desacelerou o tempo e tomou o teatro de emoção. Com uma fala especialmente
dedicada ao Dia das Mães, Vó Maria tocou o público em um lugar íntimo, profundo e
impossível de racionalizar. O teatro silenciou”.

Foto: Rafael Marques

“Muitos se emocionaram. Outros choraram abertamente. Foi um dos momentos mais marcantes da noite. Quando Vó Maria entrou, algo mudou completamente. O teatro inteiro amoleceu. Havia uma emoção muito viva no ar. A fala sobre as mães tocou um lugar muito profundo em todos nós. Foi um daqueles momentos em que já não existe palco e plateia. Existe só verdade. E eu senti isso com muita força”, completou Andrea.

Agenda segue em Portugal

O monólogo integra uma agenda estruturada em território português. No dia 18 de abril, Andrea Francomano participou como oradora no Congresso Metamorfose da Alma, onde apresentou a base conceptual do seu trabalho, centrado na Apometria Sistémica. A agenda prossegue no dia 12 de maio, em Lisboa, no Teatro Bocage, com nova apresentação de “Voz às Consciências”. Entre os dias 9 e 10 de maio, a especialista realiza ainda uma formação técnica de operadores da Mesa Radiónica Acessus, no Hotel Costa da Caparica.

Segundo a própria, trata-se de uma “formação completa, orientada para a utilização metodológica da ferramenta”.

Foto: Rafael Marques

Sobre o público português, Andrea Francomano descreve um perfil exigente. Indicou que se trata de um público que observa e analisa antes de aderir, o que, segundo afirmou, contribui para processos mais consistentes. Referiu também uma procura por abordagens estruturadas no campo da espiritualidade, com abertura para integração entre prática e método.

No final da sua passagem pela cidade Invicta, Andrea Francomano arriscou escrever um poema em homenagem à cidade portuguesa: “Oh, Porto, formosa joia à beira-Douro / onde as águas beijam pedras antigas e fachadas de encanto / não te deixo adeus, mas breve ausência / levo comigo o riso largo do teu povo e o calor dos teus braços abertos / que fizeram de tua alma morada viva em meu peito”.

Foto: Rafael Marques

Portugal surge, no seu percurso, como etapa estratégica. A especialista enquadra o país como ponto de continuidade do trabalho desenvolvido com comunidades luso-brasileiras e como plataforma para ligação ao espaço europeu. ■

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