“Portugal Nação Global”: “O objetivo da nossa participação no Fórum era conseguir demonstrar fisicamente aos empresários que a robótica pode estar mais presente de uma forma mais simples e mais fácil”

Fernando Couto, responsável da Elything e da Elypharma, aproveitou a participação no Fórum “Portugal Nação Global” para demonstrar aplicações reais da robótica em ambientes empresariais e defender uma integração tecnológica centrada nas necessidades concretas das organizações, e não apenas nas tendências do mercado

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Fernando Couto, responsável pelo desenvolvimento de negócio internacional da Elything e da Elypharma. Foto: divulgação/Redes Sociais Fernando Couto
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A presença de robôs autónomos de limpeza, logística e interação pública no espaço onde decorreu o Fórum “Portugal Nação Global”, em Lisboa, transformou-se numa das demonstrações tecnológicas mais visíveis do evento, mas, para Fernando Couto, o objetivo “esteve longe de uma simples exibição de inovação”.

Em declarações à nossa reportagem no âmbito do evento promovido pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, realizado nos dias 29 e 30 de abril no Centro Cultural de Belém, Couto, responsável pelo desenvolvimento de negócio internacional da Elything e da Elypharma, explicou que a presença dos equipamentos no evento procurou “demonstrar, de forma prática e próxima, que a robótica pode ser integrada no dia a dia das empresas de forma simples, acessível e complementar ao trabalho humano”.

Mais do que vender equipamentos, Fernando Couto defende uma abordagem baseada em diagnóstico, consultoria e identificação de necessidades específicas, sublinhando que a inteligência artificial e a robótica devem ser encaradas como ferramentas de resolução de problemas reais e de apoio às pessoas, capazes de aumentar eficiência, libertar tempo e criar oportunidades de produtividade em setores tão diversos como a saúde, a hotelaria ou a logística.

Questionado sobre os robôs que circularam entre empresários, convidados e participantes ao longo dos dois dias do evento, Fernando Couto explicou que o principal objetivo passou por aproximar a robótica do tecido empresarial de forma concreta e desmistificada.

“O objetivo da nossa participação no fórum era conseguir demonstrar fisicamente aos empresários presentes que a robótica pode estar mais presente de uma forma mais simples e mais fácil e desmistificando aqui aquilo que existe um bocadinho no mercado, que é a robótica vir retirar valências às pessoas; não, é um complemento de pessoas e os robôs, os nossos equipamentos, estiveram aqui em conjunto com as pessoas e poderiam, inclusive, estar ajudando em tarefas dessas mesmas pessoas”, referiu.

Durante o fórum, as duas empresas apresentaram diferentes soluções tecnológicas, desde robôs de limpeza totalmente autónomos até plataformas de logística hospitalar e equipamentos de interação promocional.

“Tivemos robôs de limpeza, que são 100% autónomos num processo que é limpeza, tivemos robôs de logística, que poderiam estar num hospital, numa clínica ou num hotel e tivemos robôs a promover simplesmente publicidade, portanto, merchandising e comunicando e interagindo com as pessoas”, afirmou este responsável, que acredita que “a verdadeira inovação não está em adquirir tecnologia por impulso, mas em perceber, com rigor, aquilo de que cada organização realmente necessita”.

“O que nós pretendemos é, de uma forma muito simples, fazer chegar ao maior número de empresas possíveis a nossa visão, o nosso serviço de consultoria, porque é importante conseguirmos identificar nas empresas realmente o que é que elas precisam e depois promover – e não só adquirir um equipamento, agora está na moda adquirir um robô porque é tecnológico, porque tem IA, mas isso não faz sentido”, salientou.

“Faz sim sentido, previamente, identificar quais são as dores, as necessidades das empresas e depois, então, adquirir as soluções”, acrescentou.

Fernando Couto destacou ainda o valor estratégico da participação no fórum para a criação de novas pontes empresariais dentro do universo lusófono.

“Neste mesmo evento tivemos a oportunidade de conhecer empresas que, de outra forma, não chegaríamos lá e correu mesmo muito bem e esperemos que em todos os países onde se fala a língua portuguesa se comece a falar a língua portuguesa com a robótica, auxiliando as comunidades portuguesas também”, disse.

Para empresários, instituições ou profissionais interessados em conhecer melhor os projetos tecnológicos das duas empresas, Fernando Couto deixou canais diretos de contacto.

“Podem procurar a mim, Fernando Couto, no LinkedIn, acho que é o caminho mais curto e é aquele que vai trazer mais informação rapidamente, mas também através dos nossos sites da Elything ou da Elypharma. Estamos presentes em todas as redes sociais e esperamos o contacto e ajudar o maior número de pessoas possível”, concluiu.

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