
A procura por casas para arrendar em Portugal aumentou 20% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo análise divulgada pelo idealista. Cada anúncio recebeu, em média, 24 contactos, num contexto de queda de 2,7% das rendas no início do ano.
O Porto registou o maior crescimento da procura entre as capitais de distrito, com aumento de 82% nos contactos por anúncio. Beja teve alta de 30%, seguida por Coimbra, com 27%, Lisboa, com 24%, e Leiria, com 15%.
Leiria liderou a média de contactos por anúncio entre as capitais portuguesas, com 31 contactos por imóvel. Santarém registou 29 contactos, Faro 27, e Beja e Castelo Branco, 26. Lisboa teve média de 21 contactos e o Porto, 20.
Nos distritos e ilhas, Setúbal apresentou a maior média de contactos por anúncio, com 30, seguida de Lisboa, com 27. Porto, Leiria e Santarém registaram 22 contactos por imóvel.
Ruben Marques, porta-voz do idealista, afirmou que a procura por casas para arrendar continua acima da oferta disponível em várias regiões do país, sobretudo nos grandes centros urbanos.
As maiores quedas na procura ocorreram em Vila Real (-33%), Guarda (-25%), Évora (-24%) e Santarém (-24%).
António Carlos, especialista imobiliário português, que lidera uma equipa premiada na Covilhã, região Centro de Portugal, defende que “viver no interior representa uma alternativa em termos de qualidade de vida e oportunidades de investimento”.

Para este especialista, investir no Interior do país é uma estratégia para bons investimentos e, até mesmo, viver, uma vez que as cidades localizadas nessa região portuguesa contam com história e legado. ■




