
Domingos Cunha, natural de Póvoa de Lanhoso, em Braga, Portugal, mantém no Rio de Janeiro um espaço de convivência ligado à cultura portuguesa desde que assumiu a gestão do Bar Glória, nos anos 1980. Fundado em 1945, o estabelecimento tornou-se “ponto de encontro” de portugueses, lusodescendentes e brasileiros interessados na gastronomia e nas tradições lusas. Cunha chegou ao Brasil em 1964, aos 14 anos.
Com o passar do tempo, identificou que muitos clientes portugueses reconheciam no seu local de trabalho elementos ligados à memória do país de origem. Isso acontecia principalmente devido à convivência em língua portuguesa e à presença de referências gastronómicas e culturais partilhadas entre Brasil e Portugal.
O empresário afirma que o legado do bar vai além da atividade comercial. O espaço passou a “reunir encontros entre emigrantes, conversas sobre experiências vividas em Portugal e celebrações ligadas a tradições portuguesas, criando um ambiente frequentado por diferentes gerações”.
Segundo este empresário português, a manutenção do estabelecimento também procura “transmitir valores associados à trajetória dos emigrantes portugueses, como trabalho, dedicação e preservação das origens familiares”.
Em meio ao processo de renovação geracional das comunidades portuguesas no exterior, o Bar Glória mantém atividades relacionadas à convivência cultural e ao uso cotidiano da língua portuguesa. Uma forma de consolidar este espaço como referência da presença lusa no Rio de Janeiro. ■




