
O nutricionista de performance do Flamengo, Paulinho Cavalcanti, explicou que as condições climatéricas encontradas no país apresentam diferenças relativamente ao calor habitual do Rio de Janeiro, embora o clube esteja preparado para minimizar o impacto das altas temperaturas sobre os atletas.
Em declarações à imprensa durante o estágio de preparação que a equipa carioca está a realizar em Portugal durante a pausa competitiva motivada pelo Mundial de seleções, o responsável frisou que uma das principais diferenças prende-se com o maior período diário de exposição ao sol, apesar de considerar que o ambiente em Portugal apresenta um calor mais seco.
“Temos a sensação de o calor estar um pouco mais seco aqui em Portugal. Realmente, é um calor um pouco mais seco. Mas eu acho que o principal desafio é o tempo de exposição ao sol”, começou por afirmar.
Paulinho Cavalcanti explicou que, nesta altura do ano, o facto de anoitecer apenas ao final da tarde ou início da noite representa uma realidade diferente daquela que os atletas vivem habitualmente no Rio de Janeiro.
“Aqui anoitece às 8, 9 horas da noite. Então, acho que isso é uma questão que talvez os atletas não estejam tão acostumados, a gente não esteja acostumado, no Rio de Janeiro, a esse tempo de exposição ao sol”, referiu.
“Mas os atletas estão acostumados também a lidar com esse calor, mesmo que seja um calor um pouco diferente. E também nós temos experiências, até em outros lugares, desse calor excessivo”, explicou.
Neste sentido, o nutricionista destacou que o departamento de performance recorre a protocolos já testados para reduzir os efeitos das temperaturas elevadas, sobretudo através da hidratação e da reidratação dos jogadores.
“Todas as estratégias que nós temos aqui, para hidratação, reidratação e para controlo, a gente já utilizou em outros momentos”, vincou.
O responsável fez ainda um balanço positivo da adaptação da equipa às condições encontradas em Portugal, considerando que o trabalho desenvolvido pelo Flamengo em solo português tem permitido minimizar os efeitos do calor sobre o rendimento dos atletas.
“Por enquanto é um sucesso muito grande. Acho que está indo muito bem e, por mais que tenha bastante calor, a gente está conseguindo driblar os sintomas desse calor excessivo”, concluiu. ■






