
A Azul, maior companhia aérea do Brasil em cidades atendidas e rotas domésticas diretas, transportou mais de 2,48 milhões de clientes em mais de 10,2 mil voos já realizados entre o Brasil e Portugal, segundo dados divulgados pela empresa, que registou também um aumento de 34% no número de passageiros transportados no primeiro semestre de 2026.
O Brasil é o mercado com maior intenção de viagem a Portugal entre os dez mercados emissores analisados pelo estudo “Travel Sentiment Monitor”, desenvolvido pelo Turismo de Portugal em parceria com a consultora MINDHAUS, com 46% dos brasileiros entrevistados a indicarem que pretendem visitar o país europeu nos 12 meses seguintes.
Os resultados ajudam a explicar a evolução registada na operação aérea entre os dois países. Entre janeiro e junho de 2026, a Azul transportou mais de 230,4 mil clientes em voos de chegada e partida entre Brasil e Portugal, face aos mais de 171,3 mil passageiros registados no mesmo período de 2025.
A diferença corresponde a um crescimento superior a 34% no número de clientes transportados, de acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), reforçando a tendência de aumento da procura registada na ligação aérea luso-brasileira.
Atualmente, a companhia mantém ligações com o Porto a partir do aeroporto de Viracopos, em Campinas, no estado de São Paulo, e do Recife, enquanto Lisboa é servida a partir de Campinas. As operações entre Campinas, Recife e Porto foram lançadas em junho de 2025, numa estratégia destinada a acompanhar a procura pelo destino português.
“Portugal é um mercado estratégico para a Azul e temos acompanhado de perto a evolução da demanda entre os dois países”, começou por realçar Beatriz Barbi, gerente sénior de “Planeamento de Malha e Alianças e Distribuição” da companhia.
A responsável relacionou também o crescimento registado no transporte de passageiros com o interesse dos brasileiros pelo destino e destacou a intenção da empresa de continuar a ajustar a sua operação à procura existente.
“Nosso objetivo é sempre reforçar a nossa malha internacionais para atender essa procura e oferecer mais conectividade, conveniência e opções de viagens entre o Brasil e Portugal”, acrescentou.
Para além do desempenho da transportadora, os dados do Turismo de Portugal mostram uma procura potencial mais ampla pelo destino. O “Travel Sentiment Monitor” analisou as intenções de viagem entre junho de 2026 e maio de 2027, tendo Portugal surgido como o quarto destino mais considerado do Sul da Europa, em empate com a Grécia.
No conjunto dos mercados analisados, 27% dos inquiridos manifestaram intenção de visitar Portugal durante o período abrangido pelo estudo. Depois do Brasil, que registou 46%, surgiram a França, com 32%, o Canadá, com 30%, e a Espanha, com 28%.
A posição do mercado brasileiro destaca-se, assim, não apenas pelo volume atual de passageiros transportados, mas também pela intenção declarada de realizar novas viagens ao país.
O estudo indica que uma parte significativa dessa procura corresponde ainda a pessoas que já conhecem Portugal.
Entre os potenciais visitantes identificados pelo levantamento, 66% já tinham visitado o país anteriormente, enquanto 81% indicaram que pretendem viajar de avião. Outros 57% afirmaram que planeiam organizar a viagem de forma independente.
De igual modo, a análise procurou identificar os fatores que mais contribuem para a atratividade de Portugal enquanto destino turístico. Entre os aspetos associados à escolha do país surgem a perceção de segurança, a autenticidade, o património cultural e a gastronomia.
O estudo envolveu cerca de 6.680 viajantes com idades entre os 18 e os 64 anos, distribuídos por dez mercados emissores, tendo como objetivo avaliar tendências e intenções de viagem para Portugal ao longo de um período de 12 meses.
A evolução da procura brasileira encontra, desta forma, correspondência no crescimento da conectividade aérea disponível entre os dois países. Na perspetiva da companhia Azul, o aumento do número de passageiros transportados reforça a importância de Portugal na sua operação internacional e cria condições para a continuidade do ajustamento da oferta à procura.
Os dados apresentados conjugam, assim, dois indicadores complementares: por um lado, a intenção dos brasileiros de visitar Portugal; por outro, a concretização dessa procura através do aumento do número de passageiros transportados nas ligações aéreas entre os dois mercados. ■






