
Os Açores iniciaram o verão IATA 2026 com um reforço significativo da sua rede de ligações aéreas internacionais, marcado pela entrada em operação da Air Canada e da WestJet e pela estreia iminente da Austrian Airlines. As novas rotas, anunciadas pelo Governo Regional dos Açores, consolidam a posição estratégica do arquipélago no Atlântico Norte e ampliam a sua capacidade de atração turística junto de mercados considerados prioritários.
As operações da Air Canada e da WestJet arrancaram nos dias 12 e 13 de junho, respetivamente, enquanto a Austrian Airlines tem prevista a realização do seu voo inaugural a 30 de junho. Em conjunto, estas novas ligações representam um aumento expressivo da capacidade disponível, a diversificação dos mercados emissores e uma nova etapa na projeção internacional da Região.
A secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, que marcou presença na receção dos dois primeiros voos inaugurais, destacou a importância estratégica deste reforço da conectividade aérea.
“No verão IATA 2026, os Açores contam com 16 companhias aéreas, mais de 30 rotas e ligações diretas a 12 países da Europa, América do Norte e África, traduzindo um novo patamar de conectividade e afirmação internacional da Região”, afirmou a governante.
O mercado canadiano assume particular relevância nesta nova fase de crescimento turístico açoriano, através da criação de duas novas ligações diretas entre Toronto e Ponta Delgada.
A Air Canada iniciou, pela primeira vez, operações regulares para os Açores com três frequências semanais – às terças, quintas-feiras e sábados – até ao início de setembro. A companhia irá realizar 38 rotações, disponibilizando mais de 6.400 lugares de chegada ao arquipélago. Com esta aposta, Ponta Delgada passa a integrar a rede de destinos portugueses da transportadora canadiana, tornando-se o terceiro destino da Air Canada em território nacional.
Por sua vez, a WestJet reforça a oferta com três voos semanais, às segundas, sextas-feiras e domingos, numa operação prevista até 25 de setembro. Ao longo deste período, a companhia assegurará 46 rotações e disponibilizará mais de 8.000 lugares.
Para Berta Cabral, este reforço das ligações ao Canadá reveste-se de especial significado.
“As novas ligações consolidam a presença dos Açores no mercado canadiano, reforçam os laços profundos com a diáspora e ampliam de forma significativa a procura internacional pelo destino”, frisou.
Os indicadores relativos ao mercado canadiano sustentam esta aposta estratégica. Em 2025, o Canadá afirmou-se como o quinto maior mercado externo para o turismo açoriano, registando mais de 221 mil dormidas, o que correspondeu a um crescimento de 11,4%. No âmbito do Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores (PEMTA 2030), este mercado é considerado prioritário devido ao seu elevado poder de compra e ao significativo potencial de expansão.
A partir de 30 de junho, os Açores passarão também a dispor, pela primeira vez, de uma ligação aérea direta à Áustria, através da Austrian Airlines.
A nova rota será operada durante 11 semanas, com uma frequência semanal, recorrendo a aeronaves Airbus A320 com capacidade para 180 passageiros.
Trata-se de uma operação inédita entre os dois destinos, permitindo o acesso direto a um mercado que, até agora, dependia exclusivamente de voos com escala e que tem vindo a evidenciar uma evolução muito positiva. Em 2025, o mercado austríaco registou um crescimento de 24,3%, ultrapassando as 52 mil dormidas nos Açores.
A entrada da Austrian Airlines representa igualmente um reforço da presença do Grupo Lufthansa na Região Autónoma, complementando as operações já desenvolvidas pela Lufthansa, Edelweiss e Eurowings.
Segundo o Governo Regional, este reforço da conectividade aérea resulta de uma estratégia continuada de promoção externa, captação de novas rotas e valorização da notoriedade do destino Açores, sustentada em parcerias institucionais e numa visão integrada do desenvolvimento turístico regional.
Berta Cabral reiterou que “o crescimento da conectividade aérea é determinante para consolidar o posicionamento dos Açores no panorama internacional, diversificar mercados e gerar novas oportunidades para o setor, sempre com uma abordagem sustentável”.
A responsável destacou ainda a importância da cooperação entre diferentes entidades na concretização destes resultados.
“O Governo dos Açores, em estreita articulação com o Governo da República, VisitAzores, Turismo de Portugal, companhias aéreas e operadores turísticos, mantém uma estratégia coordenada que assegura crescimento sustentado e resposta eficaz aos desafios do setor”, declarou.
O turismo constitui atualmente um dos principais pilares da economia açoriana, representando mais de 1.200 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto, o equivalente a cerca de 20% do VAB regional, 17% do Produto Interno Bruto e 17% do emprego na Região.
Os mercados internacionais têm vindo a assumir um peso crescente na atividade turística dos Açores, com destaque para países como Alemanha, Estados Unidos, Espanha, França e Canadá.
Este crescimento tem sido acompanhado por uma estratégia de diferenciação baseada na sustentabilidade, autenticidade e qualidade da experiência proporcionada aos visitantes.
Os Açores são atualmente o primeiro arquipélago do mundo a deter a certificação EarthCheck Nível Ouro – grau II (2025) e têm sido distinguidos repetidamente como “Melhor Destino de Turismo de Aventura do Mundo” e “Melhor Destino de Turismo de Aventura da Europa”.
Na perspetiva de Berta Cabral, “os Açores afirmam-se cada vez mais como um destino para todo o ano, com uma oferta versátil e ligações aéreas capazes de responder tanto a estadias prolongadas como a viagens de curta duração”.
Sob o lema “Turismo todo o ano em todas as ilhas”, o Executivo açoriano pretende continuar a combater a sazonalidade, promover uma distribuição mais equilibrada dos fluxos turísticos e valorizar produtos distintivos da oferta regional, como o turismo de natureza, os trilhos pedestres, o termalismo e as experiências integradas ligadas ao património natural e cultural.
Para o Governo Regional, a entrada em operação destas três companhias representa muito mais do que a abertura de novas rotas aéreas. Constitui um sinal claro de mudança de escala na acessibilidade internacional do arquipélago e uma oportunidade para reforçar o posicionamento dos Açores enquanto destino global.
“Este é um passo importante para a projeção internacional dos Açores, permitindo crescer de forma equilibrada, conquistar novos mercados e garantir um desenvolvimento turístico sustentável para o futuro da Região”, concluiu Berta Cabral. ■




