
O Instituto Meta de Educação, Pesquisa e Formação de Recursos Humanos (IMEPH), conhecido editorialmente como “Editora IMEPH”, assinalou os seus 25 anos de atividade durante a 28.ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, evento realizado entre 4 e 13 de setembro, no Distrito Anhembi. A participação integrou as comemorações de uma editora que nasceu no Nordeste brasileiro e que construiu o seu percurso entre a “educação, a literatura e a divulgação da cultura nordestina”.
Segundo dados da IMEPH, o catálogo reúne atualmente cerca de 880 títulos publicados por escritores, aos quais se juntam aproximadamente 200 livros produzidos por alunos de escolas públicas no âmbito do “Projeto Nas Ondas da Leitura”, desenvolvido desde 2007. No conjunto, a produção aproxima-se dos 1.100 títulos. Os projetos editoriais da instituição ultrapassaram também a marca de 1,5 milhão de livros vendidos, resultado de uma “atuação centrada, em grande parte, nos segmentos didático e educacional”.
Coleções destinadas à “Educação de Jovens e Adultos”, “Educação Infantil” e “Ensino Fundamental” alcançaram 1.321.364 exemplares entre tiragens e circulação em projetos educacionais. Entre 2008 e 2010, a presença da IMEPH na “Educação de Jovens e Adultos” levou a editora ao sexto lugar nacional no segmento, num período em que ainda não dispunha de estrutura própria de distribuição.

Na literatura, “A Turma do Xaxado”, de Antonio Cedraz, superou os 70 mil exemplares; “Os Animais Têm Razão”, de Antônio Francisco, ultrapassou os 40 mil; e “O Coelhinho Esquisito Descobriu que É Bonito”, de Lu Chamusca, passou dos 20 mil. A editora contabiliza ainda três obras finalistas do “Prémio Jabuti” e um percurso que inclui participação em eventos do setor editorial no Brasil e no exterior.
Essa circulação internacional levou a IMEPH a diferentes mercados e encontros literários ao longo dos últimos anos. A editora já marcou presença em iniciativas em países como Portugal e Itália, além de participar em eventos internacionais em cidades como Paris e Frankfurt. No Brasil, a sua trajetória passou por diferentes feiras, bienais, festivais e ações literárias em várias cidades, ampliando a presença dos seus autores e projetos educativos para além do Nordeste.
A Bahia ocupa um espaço próprio nessa trajetória. Só em 2026, 12 autores baianos tiveram livros publicados pela IMEPH. Na Bienal de São Paulo, a presença do Estado foi reforçada por autores e artistas diversos, numa programação que aproximou “literatura, música, cultura popular e tradição oral”.
Um dos pontos centrais da participação da editora foi o “Espaço Cordel e Repente”, cuja curadoria está a cargo, desde 2016, de Lucinda Azevedo, presidente e fundadora da IMEPH. Nesta edição, o espaço prestou homenagem a Ariano Suassuna, no percurso rumo ao centenário do escritor, dramaturgo e professor paraibano, que se assinalará em 2027. A programação sublinhou a relação da obra de Suassuna com a cultura popular nordestina, o cordel, a oralidade e as matrizes culturais que atravessaram a sua produção literária e teatral.
A homenagem contou também com a presença de João Suassuna no “Espaço Cordel e Repente”. A participação reforçou o vínculo entre a programação da Bienal e a preservação da memória de Ariano Suassuna, inserindo a celebração dos seus 100 anos num espaço dedicado à “literatura de cordel, à cantoria e às manifestações da cultura popular brasileira”.
Lucinda Azevedo tem assumido, ao longo das últimas edições, a construção da programação do “Espaço Cordel e Repente”, reunindo cordelistas, repentistas, escritores, músicos, investigadores e representantes da cultura popular. A iniciativa integra a programação cultural da Bienal de São Paulo e procura “dar visibilidade a linguagens e tradições literárias com forte presença no Nordeste brasileiro”.
Para Lucinda Azevedo, a trajetória dos 25 anos “deve ser medida também pela capacidade dos livros de chegarem ao público”, pois, na sua opinião, “cada livro tem a sua história e, o mais importante, é saber que esses livros encontraram os seus leitores”.

A celebração na Bienal de São Paulo marca, assim, uma etapa de uma editora que alia publicação, formação de leitores e circulação cultural. Aos 25 anos, a IMEPH chega a quase 1.100 títulos, ultrapassa 1,5 milhão de livros vendidos em projetos próprios e mantém uma agenda que liga escolas, autores, cultura popular, feiras literárias brasileiras e encontros internacionais.
“Hoje, 25 anos depois, temos o orgulho de contar com cerca de 880 títulos publicados por escritores, além de 200 livros escritos por alunos de escolas públicas fruto do “Projeto Ondas da Leitura”, que existe desde de 2007. Totalizando quase 1.100 mil livros e mais de 1.500.000 de livros vendidos nos projetos da Editora. Tenho o orgulho também de liderar a curadoria do “Espaço Cordel e Repente” da Bienal do Livro de São Paulo desde 2016, um espaço conhecido por ser mais animado e que tem uma programação cultura extraordinária”, finalizou Lucinda Azevedo. ■






