
Os fotógrafos subaquáticos Fabi Fregonesi e Raphael Gatti registraram 16 pontos de mergulho em Fernando de Noronha. Eles produziram imagens panorâmicas desses locais durante uma expedição de três semanas. As composições reúnem de três a mais de 24 fotografias, capturadas a curta distância e posteriormente unificadas.
A técnica amplia o campo de visão sem exigir que o fotógrafo se afaste do objeto. Debaixo d’água, distâncias maiores aumentam a quantidade de água entre a câmera e a cena, o que reduz a nitidez. A montagem permite, assim, registrar áreas maiores preservando detalhes e texturas.
Entre os locais fotografados estão Pedras Secas I e II, Cabeço da Sapata, Trinta Réis e a Corveta Ipiranga (V-17), navio de guerra que naufragou em 1983 após colidir com o Cabeço da Sapata.
A Corveta, situada a cerca de 62 metros de profundidade, foi retratada em uma panorâmica composta por três fotografias. Um mergulhador aparece na imagem como referência para a dimensão do naufrágio.
A profundidade restringiu o tempo disponível para as imagens. O mergulho durou cerca de 65 minutos, somando descida, permanência no fundo e subida, mas os fotógrafos tiveram apenas entre 15 e 17 minutos para registrar o navio. O restante foi destinado principalmente à subida, segundo Fregonesi.
“Já entramos na água sabendo exatamente o que precisávamos fazer”, disse a fotógrafa.
As imagens dos 16 pontos integram o projeto Panorâmicas de Noronha, realizado de forma independente pelos dois fotógrafos. ■






