O artista brasileiro Gabriel Wickbold assinalou os 20 anos de percurso artístico com a inauguração da exposição “Imersão e Origem — Ato II”, realizada a 15 de outubro, na Fundação Paulo Coelho e Christina Oiticica, em Conches, Genebra, na Suíça. Com curadoria de Marcelo Mendonça e em parceria com a “Galerie Espace L”, a mostra propõe uma reflexão sobre as relações entre corpo, identidade, memória e tecnologia, através de imagens que atravessam diferentes momentos da produção do artista.
A exposição integra as comemorações das duas décadas de atividade de Gabriel Wickbold e apresenta uma abordagem centrada na relação entre a experiência humana e a criação visual. O projeto procura “explorar a forma como as imagens podem representar histórias, identidades e experiências individuais e coletivas, estabelecendo um diálogo entre a expressão artística e as transformações tecnológicas”.
Após a inauguração, Gabriel Wickbold destacou o significado da apresentação na Suíça e agradeceu às instituições e aos profissionais envolvidos.
“Genebra, obrigado por receber com tanto carinho mais um capítulo de “Imersão e Origem”. Celebrar esses 20 anos de trajetória é também reconhecer os encontros que tornam esse caminho possível”, afirmou o artista.

Um dos elementos da exposição é a instalação “Passagem do Tempo”, criada em colaboração com a artista plástica Christina Oiticica. A obra resulta do encontro entre as pesquisas dos dois artistas e aborda as marcas deixadas pelo tempo no corpo, na matéria e na experiência humana, relacionando memória, fé e referências culturais brasileiras.
Gabriel Wickbold dedicou um agradecimento à artista pela colaboração.
“À querida Christina Oiticica, um agradecimento especial por compartilhar comigo a criação de “Passagem do Tempo”. Uma obra em que as nossas pesquisas se encontram para falar de memória, fé e da vida que atravessa os gestos cotidianos do nosso povo”, disse.
A exposição reúne trabalhos de diferentes fases da carreira de Wickbold, organizados sem uma sequência cronológica. Entre as séries representadas encontram-se “I Am Online”, que aborda a construção da identidade nas redes sociais, e “I Am Light”, centrada na luz enquanto elemento de expressão visual. O percurso artístico teve início em 2006, após uma viagem pelo rio São Francisco, no Brasil, que marcou o seu trabalho fotográfico.
A apresentação em Genebra dá continuidade ao primeiro ato de “Imersão e Origem”, realizado em setembro, no Museu do Estado de Pernambuco, no Recife. A passagem pela Suíça integra a divulgação internacional da produção de Wickbold, que já apresentou trabalhos em cidades como Lisboa, Londres, Nova Iorque e São Paulo.
O artista reconheceu também o contributo das instituições envolvidas na concretização da mostra.
“O meu agradecimento à Fundação Paulo Coelho e Christina Oiticica pelo acolhimento, à “Galerie Espace L” pela parceria e ao curador Marcelo Mendonça pelo olhar sensível sobre minha trajetória”, declarou.
A Fundação Paulo Coelho e Christina Oiticica, sediada em Genebra, desenvolve atividades culturais e de preservação do património artístico e intelectual dos seus fundadores. O espaço “L’Espace des Arts”, inaugurado em 2025, acolhe exposições e projetos que promovem o contacto entre artistas, instituições e públicos de diferentes países.

A mostra “Imersão e Origem — Ato II” permanece aberta ao público no “L’Espace des Arts”, situado na Chemin du Velours 26, em Conches, Genebra. Embora a programação inicial anunciasse o encerramento a 21 de novembro, Gabriel Wickbold indicou posteriormente, numa publicação nas redes sociais, que a exposição poderá ser visitada até 27 de novembro de 2026.
Ao fazer o balanço da abertura, o artista deixou ainda uma mensagem aos participantes e visitantes.
“Obrigado a todas as equipas, parceiros, amigos e visitantes que fizeram e seguem fazendo parte dessa exposição. Cada presença amplia o sentido desse encontro”, sublinhou. ■







