Lisboa: “Festival Literário Conexões Atlânticas” abriu programação na Associação Portuguesa de Poetas

Sessão reuniu autores, leitores e representantes do universo literário lusófono, com apresentação de livros, debate sobre linguagens da literatura e leituras poéticas; iniciativa é promovida pela In-Finita Editorial, com o apoio da Academia Internacional de Literatura Brasileira, através da Underline Publishing, da Agência Incomparáveis, da Associação Portuguesa de Poetas e da União Europeia de Escritores em Língua Portuguesa, em Paris

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Evento na sede da APP, em Lisboa, recebeu autores de diferentes países e valorizou universo lusófono. Fotos: Agência Incomparáveis/APP/divulgação
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A abertura do “Festival Literário Conexões Atlânticas” decorreu no dia 6 de junho, na Associação Portuguesa de Poetas, em Lisboa, assinalando o início da terceira edição do evento promovido pela In-Finita Editorial, liderada pela produtora cultural e editora Adriana Mayrinck. A sessão reuniu escritores, poetas, leitores e agentes culturais em torno da literatura em língua portuguesa, num encontro marcado pela partilha de obras, experiências e reflexões sobre a circulação da produção literária entre diferentes geografias lusófonas.

A realização da abertura na sede da Associação Portuguesa de Poetas contou com a aprovação da presidente da instituição, Rose Pereira, que destacou o papel da APP como espaço de encontro entre autores, poetas e criadores de diversos géneros literários. Esta responsável sublinhou ainda a vocação da associação para acolher iniciativas que promovam a escrita, a palavra, a criação artística e a valorização da língua portuguesa, reforçando a importância de abrir portas a projectos que aproximem escritores e públicos.

A programação contou com painéis, como “Diálogos entre margens e apresentação de livros”, que reuniu autores com obras ligadas à memória, identidade, cultura e experiências entre diferentes territórios da lusofonia. O jornalista e escritor Ígor Lopes participou com o livro “Luso-Brasilidade Musical”, dedicado à influência da música na aproximação entre Brasil e Portugal. Ivo Álvares Furtado apresentou “Sentir Angola… 50 Anos Após A Dipanda”, obra centrada na memória histórica e social angolana cinco décadas após a independência do país. Este painel contou ainda com Flávio Ulhoa Coelho, autor das obras “Trio” e “Tio Therezo”, que falou da sua experiência na escrita, e de Ana Carvalho, que apresentou “Silêncio, o espaço entre as palavras”. As intervenções permitiram cruzar diferentes percursos literários e temáticos, num diálogo que colocou em evidência a diversidade da produção contemporânea em língua portuguesa.

O encontro contou também com o painel “As linguagens da literatura”, moderado por Sara Timóteo, curadora do evento, com a presença das escritoras Amínata Semedo e Berta Diniz. A conversa abordou o papel da poesia lusófona.

A sessão terminou com leituras poéticas, um momento que reforçou o carácter colectivo do festival e a ligação entre autores, poesia e público, dando à abertura em Lisboa uma dimensão de partilha literária e comunitária.

A terceira edição do Festival Literário Conexões Atlânticas seguirá, ao longo de 2026, com actividades presenciais e online. Depois da abertura em Lisboa, a programação prevê novas etapas em Portugal, incluindo Setúbal, Coimbra e Porto, além de actividades no Brasil, em Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Em Recife, uma das iniciativas será realizada no Real Gabinete Português de Leitura, em parceria com a Academia Pernambucana de Letras.

O encerramento do festival está previsto para o dia 13 de novembro em Paris, numa confraternização que antecede ao Festival de Literatura da UEELP dedicado à lusofonia no dia 14 novembro na Maison du Portugal, uma iniciativa promovida pela União Europeia de Escritores em Língua Portuguesa, na capital francesa.

“O festival é uma grande rede de contactos e intervenções, construída para promover a criação literária, além de debater assuntos de interesse, não só dos profissionais, mas também dos leitores e do público em geral”, afirmou Adriana Mayrink.

A edição de 2026 contará ainda com a participação online da Academia Internacional de Literatura Brasileira, através da Underline Publishing. O festival também recebe o apoio da Agência Incomparáveis, além da parceria institucional da Associação Portuguesa de Poetas, em Lisboa, e da União Europeia de Escritores em Língua Portuguesa, em Paris.

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