Opinião: “A Cura da Mãe Interior: o primeiro passo para gerar uma nova história”, por Ana Poltera

“A ferida materna não afeta apenas a relação entre mãe e filha. Ela influencia a autoestima, a identidade, os relacionamentos, a maternidade, os negócios e a forma como a mulher enxerga o seu próprio valor”

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Ana Poltera, empresária, mentora em Fertilidade & Identidade, criadora do Método Gerar e líder do movimento “E.L.A.S  - Foram Chamadas para Gerar”. Foto: divulgação/acervo pessoal
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O evento “E.L.A.S – Foram Chamadas para Gerar”, que aconteceu dia 20 de junho na Suíça, superou todas as expectativas. Mais do que um encontro, tornou-se uma experiência profunda de transformação, cura e despertar feminino.

Ao longo dos anos, acompanhando centenas de histórias de mulheres, compreendi uma verdade poderosa: antes de gerar filhos, negócios, projetos, prosperidade e sucesso, é preciso voltar à origem. É preciso olhar para a mãe.

Durante o evento, os testemunhos tocaram profundamente o coração de todas as presentes. Histórias de rejeição, abandono emocional e da busca incessante pelo amor e pela aprovação materna vieram à tona. Muitas mulheres cresceram sentindo-se invisíveis, carregando dentro de si a dor de uma palavra de amor que talvez nunca tenha sido dita.

Foi impossível não se emocionar.

Conheci essa dor de perto. Vivi a ferida materna e foi justamente ao iniciar a minha própria jornada de cura que descobri algo extraordinário: quando a mãe interior é curada, o filho se liberta.

Mas quem é esse filho?

O filho é o fruto. É o sucesso. São os sonhos realizados, os relacionamentos saudáveis, a prosperidade, a mulher que finalmente ocupa o seu lugar no mundo.

A mãe é a raiz. É a primeira casa. É o útero materno. E quando a raiz é curada, toda uma geração é transformada.

Cada mulher presente carregava em seus olhos um chamado por algo maior: gerar sonhos, projetos, liderança, abundância e propósito. Mas, ao mesmo tempo, carregava feridas silenciosas que precisavam ser reconhecidas e acolhidas.

A ferida materna não afeta apenas a relação entre mãe e filha. Ela influencia a autoestima, a identidade, os relacionamentos, a maternidade, os negócios e a forma como a mulher enxerga o seu próprio valor.

Muitas vezes, a mulher não consegue avançar porque ainda carrega culpas, dores e lealdades invisíveis que a mantêm aprisionada ao passado.

Por isso, através do Método Gerar, conduzi mulheres em uma jornada de retorno à primeira casa: o útero materno. Por meio das quatro fases da criação, cada mulher é convidada a ressignificar a sua história, restaurar a sua identidade e tomar posse da sua vida como filha, mulher, esposa, mãe e protagonista da própria jornada.

O evento do mês passado na Suíça abriu portas para uma nova consciência, mas toda transformação precisa de continuidade. Foi desse propósito que nasceu a comunidade “Chamadas para Gerar – Clube do Livro”, um espaço de pertencimento, desenvolvimento e acompanhamento para mulheres que decidiram continuar a sua caminhada de crescimento e cura.

Porque ninguém precisa caminhar sozinha.

Existe uma geração inteira esperando que mulheres corajosas curem as suas raízes para que novos frutos possam nascer.

E, para florescer no seu propósito, é preciso ouvir o chamado da vida. ■

Com amor,

Ana Poltera

Empresária, mentora em Fertilidade & Identidade, criadora do Método Gerar e líder do movimento “E.L.A.S – Foram Chamadas para Gerar”

*Os artigos de opinião são de inteira responsabilidade dos seus autores e não refletem, necessariamente, a visão do nosso órgão de comunicação social

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