Portugal: Conferência Açores-Madeira evoca 50 anos de autonomia e reforça o papel das comunidades na coesão inter-regional

A Conferência Açores-Madeira - “50 Anos de Autonomia nas Comunidades” assinala meio século de autonomia política das duas regiões autónomas, destacando o papel estratégico das diásporas, a cooperação institucional entre os arquipélagos e o contributo histórico das comunidades emigrantes para o desenvolvimento regional

Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada recebeu a primeira sessão da Conferência. Foto: divulgação
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Integrada nas comemorações do cinquentenário da autonomia política das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, a Conferência Açores-Madeira – “50 Anos de Autonomia nas Comunidades” promoveu uma reflexão alargada sobre o papel das comunidades emigrantes, a evolução da cooperação institucional entre os dois arquipélagos e o impacto histórico da autonomia no desenvolvimento político, social e identitário das regiões.

Organizada conjuntamente pela Direção Regional das Comunidades do governo dos Açores e pela Direção Regional das Comunidades e Cooperação Externa do governo da Madeira, a primeira sessão da Conferência decorreu a 19 de fevereiro, no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, marcando simbolicamente 50 anos de relações institucionais entre os governos regionais dos Açores e da Madeira e as respetivas diásporas. 

A sessão inaugural contou com intervenções dos responsáveis governamentais pela área das comunidades – José Andrade, diretor regional das Comunidades do governo dos Açores, e Sancho Gomes, diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa do governo da Madeira -, que sublinharam a importância estratégica das diásporas na afirmação cultural, social e económica das regiões, bem como no fortalecimento dos laços com os países de acolhimento.

O programa incluiu outros painéis temáticos dedicados às políticas públicas para as comunidades e aos modelos de cooperação institucional. 

Um dos focos centrais incidiu no papel das Casas dos Açores e da Madeira enquanto estruturas de proximidade, essenciais à manutenção da ligação entre os arquipélagos e os seus emigrantes.

Entre os momentos de maior destaque esteve o painel que reuniu os antigos presidentes dos governos regionais, João Bosco Mota Amaral e Alberto João Jardim, que partilharam uma leitura histórica do processo autonómico, sublinhando o contributo decisivo das comunidades emigrantes para a consolidação política e institucional das regiões.

O encerramento da sessão nos Açores ficou marcado pelas intervenções de Paulo Estêvão, secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, e de José Manuel Bolieiro, que reafirmaram o compromisso do governo regional com uma estratégia integrada para as comunidades, assente na proximidade, na valorização da participação cívica e no reconhecimento das diásporas como agentes de desenvolvimento.

A segunda sessão da Conferência prossegue a 26 de fevereiro, no auditório do museu Casa da Luz, no Funchal, e dará continuidade à reflexão iniciada em Ponta Delgada, consolidando um espaço de diálogo inter-regional que valoriza a memória, a identidade e o futuro comum das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.  ■

 

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