Presidenciais: António José Seguro apresenta manifesto para as comunidades portuguesas

Candidato apoiado pelo Partido Socialista para as eleições presidenciais portuguesas de 18 de janeiro defende mais direitos para os portugueses no estrangeiro, serviços consulares modernos e um maior envolvimento da diáspora no futuro do país; Mandatário para a diáspora, Paulo Pisco considera documento “abrangente”

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Foto: divulgação
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O candidato à Presidência da República portuguesa, António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista (PS), apresentou um Manifesto de Prioridades Presidenciais para as Comunidades Portuguesas, no qual assume o compromisso de ser “o Presidente de todos os portugueses, onde quer que estejam”, colocando a diáspora no centro da afirmação de Portugal no mundo.

“É um documento abrangente, que serve de bússola para a sua relação com as Comunidades Portuguesas”, defendeu Paulo Pisco, mandatário da campanha de António José Seguro para a diáspora, na Europa e fora da Europa.

No documento ao qual tivemos acesso, António José Seguro sublinha que “a nossa diáspora – cerca de cinco milhões de cidadãos – não é apenas memória ou saudade: é um ativo estratégico para o país, uma rede viva de talento, investimento, cultura e influência global”.

Assumindo uma visão presidencial assente na mobilização e na autoridade moral do cargo, Seguro afirma que o presidente da República deve inspirar, convocar e defender os direitos dos portugueses espalhados pelo mundo, reforçando a ligação entre o Estado e as Comunidades.

Entre as dez prioridades apresentadas, destaca-se o reforço dos direitos políticos e da participação cívica, com a defesa de métodos de voto mais simples e acessíveis para os residentes no estrangeiro, incluindo a uniformização do voto postal e presencial e o acompanhamento do desenvolvimento do voto eletrónico, garantindo segurança e confiança democrática.

A língua e a cultura portuguesas ocupam igualmente um lugar central no manifesto, com a aposta na diplomacia cultural da Presidência para fortalecer o ensino do português em todos os níveis e envolver os jovens lusodescendentes na preservação e renovação da identidade nacional.

No plano dos serviços consulares, António José Seguro compromete-se a acompanhar a ação governativa, incentivando a digitalização, a proximidade e a eficácia no atendimento, bem como o reconhecimento das boas práticas e a criação de consulados mais próximos das comunidades.

O candidato propõe ainda a valorização dos profissionais que servem Portugal no estrangeiro, como professores, funcionários consulares e diplomatas, defendendo condições dignas e reconhecimento público do seu trabalho.

A integração económica da diáspora surge como outro eixo fundamental, com o incentivo ao investimento, à inovação e à circulação de conhecimento através de missões presidenciais e contactos institucionais, reconhecendo os portugueses no mundo como embaixadores económicos do país.

O manifesto aborda também questões de justiça fiscal e segurança social, defendendo acordos bilaterais mais equilibrados e políticas que facilitem o regresso a Portugal na idade da reforma, sem penalizações.

A juventude lusodescendente merece atenção especial, com propostas de reforço dos vínculos a Portugal através de bolsas, intercâmbios e estágios, bem como a criação do Prémio Juventude da Diáspora, sob Alto Patrocínio da Presidência da República.

No plano da proteção e dos direitos no estrangeiro, Seguro compromete-se a ser uma voz ativa na defesa dos portugueses em situação de vulnerabilidade, promovendo o diálogo com autoridades locais e organizações internacionais.

A diplomacia cultural e científica e o envolvimento direto da diáspora na construção do futuro do país completam o manifesto, com a proposta de um Fórum Anual das Comunidades Portuguesas como espaço permanente de diálogo.

Na conclusão do documento, António José Seguro reafirma o compromisso de ser “o presidente de todos os portugueses”, defendendo que onde houver um cidadão português, estará Portugal, devendo o chefe de Estado ser sempre a sua voz.

“O Manifesto representa um compromisso de fazer algo fundamental para um Presidente da República: valorizar e reconhecer a diáspora em todas as suas vertentes e dimensões. E, em segundo lugar, significa que, com António José Seguro, não existirá uma distinção entre os que estão no país e os que vivem fora. É a assunção que a nação se
constrói com todos os portugueses e lusodescendentes, onde quer que estejam”, finalizou Paulo Pisco.  ■

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